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Governo vai rever para cima meta de exportações deste ano

BRASÍLIA - O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) anunciou nesta segunda-feira que vai elevar a meta de exportações deste ano, atualmente em US$ 190 bilhões. A nova estimativa será divulgada no próximo mês.

Valor Online |


Já as importações, para as quais o Mdic não tem meta, registraram em agosto alta de 65,6% na média diária em relação a igual mês de 2007 e fecharam o mês com recorde de US$ 17,47 bilhões.

De acordo o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, o desempenho das vendas externas nos últimos 12 meses justifica a revisão. As exportações somaram atingiu US$ 189 bilhões entre julho do ano passado e agosto deste ano. E nos primeiros oito meses do ano, acumularam US$ 130,84 bilhões.

Somente em agosto, as exportações ficaram em US$ 19,74 bilhões, ante US$ 15,10 bilhões no mesmo mês do ano passado. Um dos fatores de impulsão foi o crescimento de 74,8% nas vendas externas de produtos básicos (US$ 8,18 bilhões), principalmente minério de cobre (224,1%), minério de ferro (110,1%) e petróleo em bruto (144,1%).

Mas se a puxada de preço internacional contribui para aumentar a exportação do petróleo, torna-se fator negativo na importação. Barral explicou que um dos elementos para o resultado mensal recorde das compras externas em agosto foi o petróleo, cuja conta tem dobrado no ano.

As importações de combustíveis e lubrificantes no mês subiram 132,6% sobre agosto de 2007. Entre janeiro e agosto deste ano, o saldo da conta de petróleo foi deficitário em US$ 5,45 bilhões, com exportações da ordem de US$ 15,75 bilhões ante importações de US$ 21,20 bilhões. No mesmo intervalo do ano passado, o déficit ficou em US$ 2,38 bilhões.

Além do petróleo, o secretário notou ainda que o câmbio depreciado e a demanda interna aquecida contribuem para elevar as compras no exterior. Mas ele voltou a argumentar que o aumento das importações não é ruim, porque bens de capital e matérias primas destacam-se como contribuição para a modernização do parque fabril brasileiro.

Entretanto, além de peças e maquinário industrial e aparelhos para escritório e uso científico, entre as importações de agosto também foi verificado aumento de 65,5% em automóveis, principalmente da Argentina, Alemanha e México.

O recorde de US$ 17,47 bilhões nas importações do mês passado representou uma elevação de 51,2% sobre o valor de igual mês de 2007, que ficou em US$ 11,55 bilhões. A balança comercial fechou o mês com saldo positivo em US$ 2,269 bilhões e acumula US$ 16,907 bilhões no ano, montante inferior ao superávit acumulado entre janeiro e agosto de 2007, de US$ 27,461 bilhões.

Barral destacou ainda que do lado das exportações, setores que perderam bastante com a valorização do real frente ao dólar americano, nos últimos dois anos, estão se recuperando. É o caso de calçados, móveis e vestuário, que têm apostado em maior qualidade e em novos mercados, ganhando em preços.

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