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Governo vai negar aumento de juro do crédito consignado, diz ministro

BRASÍLIA - O governo dará amanhã uma resposta negativa aos bancos sobre as demandas de elevar o teto de 2,5% de juros mensais e de ampliar a parcela de 20% dos benefícios que podem ser comprometidos com empréstimos consignados dos aposentados do INSS. A informação é do ministro da Previdência Social, José Pimentel.

Valor Online |

"As taxas praticadas pela média dos bancos conveniados estão abaixo do teto, disse Pimentel. Portanto, não se justifica qualquer aumento neste momento", acrescentou.

O ministro disse ainda que será mantida a margem de 20% dos benefícios para o limite das mensalidades dos empréstimos. "A idéia é manter a margem até porque o consumo está muito aquecido e não é conveniente ampliar (essa fatia de crédito)", completou.

A resposta do governo será dada nesta quarta-feira, durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social. Pimentel disse que na última reunião o representante da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) pediu aumentos do juro e da margem do consignado.

Os bancos argumentam que, com o aumento da taxa básica Selic desde abril, o juro do consignado ficou defasado e que a redução da margem, de 30% para 20% dos benefícios do aposentado, em vigor desde janeiro, restringiu os negócios e reduziu o ritmo de expansão do consignado dos aposentados.

O ministro mostrou levantamento do INSS apontando que a média dos bancos cobra um juro médio de 0,89% ao mês em empréstimos consignados de até seis meses; de 1,69% no prazo de um ano; de 1,95% para até 18 meses; de 2% em linhas de 24 meses e de 2,2% em prazos maiores, que vão até 60 meses.

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