Preocupado com a disparada dos preços, o governo federal vai leiloar os estoques públicos de feijão preventivamente para impedir a repetição da "inflação do feijãozinho", fantasma que impulsionou o preço dos alimentos em 2008 e tirou o sono do ministro da Fazenda, Guido Mantega. A venda de parte das 177 mil toneladas de feijão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deve começar em, no máximo, 20 dias.

Preocupado com a disparada dos preços, o governo federal vai leiloar os estoques públicos de feijão preventivamente para impedir a repetição da "inflação do feijãozinho", fantasma que impulsionou o preço dos alimentos em 2008 e tirou o sono do ministro da Fazenda, Guido Mantega. A venda de parte das 177 mil toneladas de feijão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deve começar em, no máximo, 20 dias.

O governo quer conter a alta dos preços e evitar estragos maiores durante um ano eleitoral. O feijão, assim como o tomate e a batata, está pressionando os índices inflacionários. Somente de dezembro do ano passado até o início deste mês, o preço do feijão carioca, no atacado, mais que dobrou, passando de R$ 60 para R$ 140 a saca de 60 quilos. Esse aumento impactou diretamente o valor do produto. Em março, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o feijão subiu 10,46%.

Historicamente, a saca de 60 quilos é vendida a R$ 60. Redução na área plantada e problemas climáticos elevaram os preços do feijão para cerca de R$ 105. O presidente do conselho do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe), Marcelo Eduardo Lü;ders, acredita que a pressão na panela do governo não diminuirá com a venda dos estoques. "É apertar o cinto porque os preços vão continuar subindo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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