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Governo vai apurar dumping no aço da Ásia

O governo vai acompanhar de perto as importações de aço para verificar se está havendo, como alega a indústria siderúrgica nacional, prática de dumping (preço abaixo do custo de produção), informou ontem o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Caso seja constatada a concorrência desleal, principalmente na entrada de produtos de aço da Ásia, o governo poderá adotar medidas antidumping.

Agência Estado |

Nos últimos dias, o setor tem criticado a entrada de produtos de aço da China e da Coreia do Sul, na tentativa de reduzir estoques após a queda das vendas nos países desenvolvidos. Segundo empresas do setor, esses países estariam cobrando valores excessivamente baixos.

"Acompanharemos de perto para ver se estão sendo exportados a preços de referência internacional ou se está havendo dumping", afirmou Jorge. "Temos medidas que podem ser tomadas no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio) e as aplicaremos sempre que for necessário." Ele lembrou que as regras para medidas antidumping foram modificadas recentemente e agora o processo é mais rápido.

Miguel Jorge citou ainda que o governo estuda a possibilidade de aplicação de antidumping sobre a fibra de viscose, matéria-prima da indústria têxtil. O produto estaria entrando no Brasil por preços desleais, vindo da Tailândia. "Estamos muito atentos, acompanhando de perto principalmente alguns produtos, para que não afete a indústria nacional."

Jorge disse ainda que o governo vai anunciar, até o fim de fevereiro, as regras para o drawback verde-amarelo, medida que vai isentar de tributos federais os insumos brasileiros que servem de matéria-prima para a exportação.

"Estamos discutindo isso com a Fazenda e acredito que até o fim do mês iremos oficializar essa questão", disse o ministro. A medida era muito aguardada pelos exportadores de frango e de suínos, que têm no milho e na soja as principais matérias-primas para a produção das carnes.

O ministro reforçou ainda que o governo está atento a possíveis medidas protecionistas de outros países, diante do quadro de crise internacional. Para ele, a proteção dos mercados domésticos dos países já é dada como certa e acontecerá de uma forma mais ou menos velada.

"Não há uma nova medida protecionista, mas temos de ficar atentos para denunciar na OMC eventuais exageros", disse, ao lembrar que os países terão de manter as exportações e o Brasil é um dos prováveis destinos.

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