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São Bernardo do Campo (SP) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou hoje (2) que o plano do governo para combater a inflação será incentivar o aumento da produção no país. O presidente destacou que o programa agrícola do governo disponibilizou R$ 80 bilhões para financiar o setor, dos quais R$ 25 bilhões para a agricultura familiar.

"Se essa crise de alimentos é problema para alguns, para nós é uma oportunidade extraordinária: levar tecnologia e automação para o agricultor familiar. Nós não queremos mais que o agricultor do Nordeste e do Norte fique apenas plantando macaxeira para comer ou feijãozinho de corda. Nós queremos é que ele tenha máquina para dobrar a produção, para diversificar a produção, para a gente alimentar o Brasil e o mundo", disse em discurso na cerimônia de posse do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Para uma platéia formada predominantemente formada por sindicalistas e trabalhadores de indústrias automobilística e de máquinas do ABC, Lula criticou a postura do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do G8 (grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia) diante da crise nos Estados Unidos.

" É uma crise muito violenta de crédito nos Estados Unidos. Houve uma quebradeira e até agora não houve um pronunciamento do FMI", disse. "Ah, se fosse o Brasil, se fosse a Bolívia, se fosse a Venezuela, se fosse a Argentina que tivesse quebrado. Estava todo mundo dando palpite. Fui a Tóquio na reunião do G8 e ninguém falou nada, absolutamente ninguém. Ninguém falou da crise americana e da quebradeira de bancos europeus. Agora quem vai pagar a conta são os países pobres", criticou.