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Governo tenta convencer empresários a investir para conter demissões

BRASÍLIA - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, informou nesta quinta-feira que o governo tem conversado com empresários no sentido de manter a produção e o crédito. O objetivo seria evitar que demissões devido à crise econômica mundial. ¿Eu acho que é possível colocar esta questão para as empresas. Mas no momento da queda da produção, é muito difícil você manter a decisão de investir para manter empregos. Agora, é necessário destravar a questão do crédito para poder ter, de fato, uma conversa nesse nível com os empresários¿, declarou.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

 

Dilma garantiu que o governo tem instrumentos para segurar o nível de emprego, em tendência de queda diante da crise financeira mundial. Essa é uma questão central para o governo: não deixar a queda do emprego comprometer tudo o que conquistamos até agora. Mas, ninguém mantém o emprego de forma artificial. Você mantém o emprego se conseguir manter a economia crescendo. Vamos tomar as medidas que forem necessárias em cada momento, destacou. 

Vamos tomar todas as medidas para evitar ao máximo o desemprego. Acho que isso vai depender de várias variáveis econômicas, não só de uma negociação com o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]. Algumas estão dentro do nosso campo de definição e outras não. Depende do nível da queda [provocada] pela crise, acrescentou. 

Sobre a decisão da Vale, mineradora que anunciou a demissão de 1,3 mil funcionários, Dilma ressaltou que a maioria das demissões ocorre no exterior. Porém, ainda não se sabe precisamente quantos brasileiros perderão seus empregos, mas segundo a ministra, o efeito das demissões no Brasil é bem menor que em outros países. Não vamos ter o que está acontecendo no resto do mundo, principalmente nos países desenvolvidos onde há uma estagdeflação [situação em que se verifica estagnação do crescimento combinada com elevado desemprego e elevadas taxas de inflação]. Eu acredito que no Brasil nós vamos de um período de pressão de preços derivada do câmbio para uma estabilização dos preços. Dificilmente o momento é de inflação, avalia.  

O mundo inteiro está caminhando para uma redução de preços e o Brasil caminhará também. Todo o trabalho do governo é garantir que haja uma continuidade do investimento para que nós possamos crescer de 3,5% a 4% no ano que vem. O momento decisivo vai ser o final deste ano e o primeiro trimestre do ano que vem, declarou.

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