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Governo tem solução singela para crédito agrícola, diz Rodrigues

Curitiba, 20 - O ex-ministro da Agricultura e presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Rodrigues, disse hoje, em Curitiba, que o governo federal tem uma solução singela para vencer a escassez de crédito agrícola. É um recálculo dos preços mínimos com base nos custos de produção novos e a colocação de recursos orçamentários suficientes para executar a política na colheita na hipótese de os preços despencarem, o que não é provável, salientou.

Agência Estado |

Rodrigues elogiou as iniciativas tomadas até agora. "O governo foi surpreendentemente ágil e colocou dinheiro à disposição do produtor", destacou. "Mas os bancos não estão animados em colocar o dinheiro nas mãos do agricultor, porque não têm a garantia." Segundo ele, o que precisa, com urgência, é garantir um preço mínimo, que daria "condição tranqüila" para que o agricultor brasileiro tenha a segurança de renda que produtores de outros países, sobretudo a União Européia e os Estados Unidos, já possuem. "Os próprios bancos terão também coragem de financiar o agricultor de maneira mais consistente", afirmou.

Em palestra no 15º Congresso Internacional do Trigo, que se realiza em Curitiba, ele afirmou que, em razão da crise financeira instalada no mundo, o momento é de guerra, em que se esperam notícias ruins. "O governo tem que ter uma posição clara e firme em defesa do País", disse. Segundo ele, se houver uma conjugação de fatores desfavoráveis, como safra cara, crédito escasso e preços baixos - o que considera "improvável" -, o Brasil precisaria recorrer à importação, o que provocaria inflação. "É preciso uma decisão política em benefício do País e não apenas dos agricultores", ponderou.

Rodrigues destacou que, nos últimos sete anos, na relação entre consumo e produção de grãos houve um déficit de 120 milhões de toneladas no mundo, apesar de um superávit de 164 milhões de toneladas no Brasil. Até 2015, a previsão é de que a população mundial aumente em mais 2,1 bilhões de pessoas. "O cenário mundial é demandante, mas o Brasil tem contribuído de forma satisfatória", salientou.

Abitrigo

O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Sérgio Amaral, também defendeu uma política consistente de preços mínimos para os agricultores, que remunere os custos elevados de produção e dê garantia aos bancos de que os tomadores de crédito terão condições de pagar.

Ele afirmou que o setor que preside não deve ser afetado de "forma significativa" pela crise, em razão de trabalhar com produtos básicos, como pães, bolachas e massas. "As pessoas abrirão mão disso em última instância", destacou. Segundo Amaral, os problemas enfrentados pelo setor referem-se à instabilidade no fornecimento do trigo argentino e à importação de farinha subsidiada do país vizinho.

Para a próxima safra, está prevista uma redução na produção argentina de 14 a 15 milhões de toneladas para algo em torno de 11 a 12 milhões de toneladas. "Se a Argentina priorizar o excedente de 3 a 4 milhões para o Brasil não haverá problemas, senão vamos enfrentar um problema de abastecimento", disse.

Quanto à farinha, ele disse que a importação já está se reduzindo, em parte em função das dificuldades internas da Argentina e em parte por causa da alteração na relação de câmbio. "A moeda brasileira está se desvalorizando, o que retira a vantagem que o trigo argentino tinha no Brasil", afirmou.

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