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Governo se espelha em concessionárias para reduzir preço do pedágio

SÃO PAULO - Os esforços das concessionárias de rodovias brasileiras no aumento da eficiência de suas operações vêm sendo acompanhados de perto pelo governo, que faz uso das informações captadas na hora de calcular e estipular a tarifa máxima a ser cobrada nas praças de pedágio em futuros leilões. Esse é um dos motivos que explica a tendência de queda observada no preço teto dos pedágios, segundo informou hoje o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo.

Valor Online |

"É óbvio que tentamos sempre capturar os ganhos de produtividade que o mercado sinaliza para a gente que pode obter", disse o executivo após o leilão do trecho de 680,6 quilômetros que liga a divisa entre Minas Gerais e Bahia à base naval de Aratu, localizada a 40 minutos de Salvador. "Olhamos quais variáveis temos que observar mais para apropriar esses ganhos em favor do usuário, e vamos tentar passar isso para o mercado", completou Figueiredo.

Isso não quer dizer, segundo ele, que o preço teto dos leilões futuros cairá na mesma proporção que o deságio observado na disputa anterior. "Sempre teremos que contar com empresas que tem mais produtividade que as outras e isso faz a diferença. Modelamos não pela mais eficiente, mas por um padrão médio de mercado", reforçou o diretor da ANTT.

Segundo Figueiredo, o processo de queda na tarifa máxima também é resultante do aperfeiçoamento das análises técnicas próprias do governo, como pesquisas de tráfego e de custos mais "adequadas".

No leilão realizado hoje, o consórcio Rodobahia levou a concessão após oferecer tarifa de R$ 2,212 para o pedágio, valor 21% inferior ao teto estipulado pelo governo, de R$ 2,80.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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