O governo optou por uma modificação cosmética nos parâmetros econômicos que servem de base para a revisão dos valores de receita do Orçamento da União de 2009. A previsão de crescimento do PIB foi reduzida de 4,5% para 4%, a inflação foi mantida quase igual e apenas o preço do petróleo foi revisto fortemente, de US$ 112 para US$ 76 o barril.

Esses indicadores juntos devem impor um corte de, no máximo, R$ 6 bilhões nas despesas orçamentárias do próximo ano. Essa grade de parâmetros foi apresentada ontem ao relator-geral do Orçamento, senador Delcídio Amaral (PT-MT), e deve ser usada na reestimativa de receitas. A opção por uma revisão moderada, segundo apurou o Estado, se explica por dois motivos principais: o governo não quer dar ao mercado sinais de pessimismo quanto à situação econômica e considera infrutífera qualquer decisão que implique um corte mais drástico do Orçamento. Explicando: o governo duvida que os parlamentares reduzirão suas emendas, sendo mais provável que os cortes sejam feitos nos projetos propostos pelo Executivo.

Assim, os técnicos do governo avaliam que não haveria vantagem fiscal em obrigar o Congresso a rever muito para baixo as estimativas de receita. O prudente, dizem, é esperar pelo início do ano e aí sim, por iniciativa da própria equipe econômica, apresentar uma nova estimativa de receitas mais conservadora que implicará automaticamente o corte de despesas orçamentárias - a começar pelas emendas parlamentares. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.