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Governo quer estimular comércio exterior sem dólar, diz Mantega

BRASÍLIA - O governo vai adotar medidas para estimular o aumento do comércio do Brasil em moeda local com outros países da América do Sul, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em rápida entrevista após uma reunião ministerial de mais de dez horas na Granja do Torto, ele citou essa iniciativa como uma das ações para fomentar uma reação na balança comercial nacional. No entanto, não deu mais detalhes do que poderia ser feito.

Valor Online |

Brasil e Argentina já dispõem do Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML), aberto oficialmente em outubro de 2008. Ele permite o pagamento a exportadores dos dois lados da fronteira em pesos argentinos e reais, sem passar pelo dólar, por meio de bancos que se inscrevem para intermediar as operações.

Mantega disse que o déficit de US$ 518 milhões na balança comercial de janeiro é efeito direto da crise mundial, a qual provocou forte retração da demanda nos países avançados. " Há países cujas exportações caíram mais de 40%, bem mais do que o Brasil " , ressalvou Mantega. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, as vendas nacionais recuaram 22,8% sobre o janeiro de 2008.

O ministro aproveitou para criticar ações protecionistas de alguns governos. " Não podemos permitir a volta do protecionismo, embora seja uma tendência natural que, com a crise, cada país queira defender seus produtos. O melhor que temos a fazer é estimular o comércio mundial, pois se cada um se fechar em copas, todos saem perdendo. "

Mantega mencionou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preocupado em encontrar alternativas para reduzir o custo financeiro no país. " Estamos abertos a um diálogo com a Febraban (federação dos bancos) e estou convencido de que podemos reduzir o spread no Brasil. "


Mantega disse ainda que, durante a reunião de hoje, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, anunciou novas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para 2009. Ele garantiu que o governo cortará despesas de custeio para que programas sociais e investimentos de cada área sejam efetivados.

O ministro reiterou que o Brasil tem melhores condições de atravessar a crise do que outras economias, em função de bons fundamentos macroeconômicos registrados até o ano passado. " O Brasil reuniu um fôlego maior e agora depende das ações do governo com políticas anticíclicas para que a economia não desacelere. "

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