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Governo prevê interrupção de investimento em usinas de cana em 2009

Brasília, 15 - O diretor de Açúcar e Álcool do Ministério da Agricultura, Alexandre Strapasson, afirmou hoje o processo de instalação de novas usinas sucroalcooleiras no País vai passar por um período de inércia em 2009. Ele lembrou que uma usina demora, em média, três anos para entrar em funcionamento, período que considera a tomada de decisão por parte dos empresários, a compra dos equipamentos e a construção da unidade.

Agência Estado |

O período de "inércia" é justificado pela escassez de recursos para financiamento do setor, avaliou o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi.

O governo anunciou hoje a terceira e última estimativa para a safra 2008 de cana-de-açúcar. A indústria sucroalcooleira, de acordo com a Conab, vai encerrar o ano com 571,4 milhões de toneladas esmagadas, 13,9% acima do resultado de 2007. O esmagamento na região Centro-Sul está praticamente encerrado, mas a safra do Nordeste continua a ser cortada nos primeiros meses de 2009.

Durante visita a regiões produtoras do Centro-Sul e do Norte/Nordeste no mês de novembro, técnicos da estatal detectaram que 315,9 mil hectares de cana só serão colhidos em 2009. "Com o atraso no início das operações de novas unidades de produção, os usineiros não tiveram tempo suficiente para moer toda a cana", disse Rossi. As chuvas registradas no Centro-Sul nos meses de abril e maio também justificam a decisão de deixar a cana em pé.

"A conseqüência imediata da ação desses fatores adversos está no volume recorde de cana madura que não será cortada nesta temporada, cujo total estimado se aproxima de 27,7 milhões de toneladas e corresponde a 5,5 por cento da safra regional (Centro-Sul), e remanescerá no campo para ser colhida na próxima temporada", informaram, em boletim, os técnicos da Conab.

Moagem

De acordo com a Conab, a moagem de cana no Brasil deverá atingir um volume recorde de 571,4 milhões de toneladas, estimativa que considera as indústrias sucroalcooleiras como destino da matéria-prima. Outras 80,1 milhões de toneladas serão destinadas à produção de cachaça, rapadura e ração animal. No total, a produção será de 651,5 milhões de toneladas.

Apesar do aumento no volume moído em relação à estimativa de setembro de 558,7 milhões de toneladas e ao volume da safra passada (501,5 milhões de toneladas), a Conab identificou um menor rendimento da cana, o que afetou os números de produção de açúcar e álcool. "O clima muito chuvoso, especialmente no período inicial da moagem (no centro-sul), que atrasou o ritmo de processamento da colheita resultando em um menor rendimento médio em sacarose (ATR) da safra", informaram os técnicos.

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