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Governo pode liberar mais R$ 2 bilhões para produtores

Para tentar afastar o pessimismo que ameaça tomar conta dos produtores agrícolas, em razão da crise internacional, o governo decidiu reforçar os mecanismos de apoio à comercialização da safra que está sendo plantada. Ao divulgar a segunda estimativa para a safra 2008/09 de grãos, o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi, informou que o governo vai alocar de R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões para as políticas de apoio à comercialização agrícola, além dos R$ 4 bilhões já incluídos na proposta orçamentária inicial para 2009.

Agência Estado |

A preocupação do governo é evitar que a incerteza sobre os preços agrícolas possa desestimular os produtores e reduzir a colheita. A estimativa divulgada ontem pela Conab indica que a próxima safra de grãos poderá ficar entre 1,4% e 2,9% abaixo da colheita deste ano.

Segundo a Conab, restrições ambientais e falta de financiamentos provocada pela crise financeira prejudicaram o plantio. O diretor de gestão da Conab, Silvio Porto, disse acreditar, no entanto, que as medidas anunciadas pelo governo para ampliar a oferta de crédito para o setor agrícola poderão reverter a queda, principalmente no Centro-Oeste, onde a falta de recursos é um problema mais grave.

Ainda ontem, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, enfatizou que o governo vai comprar produtos agrícolas e fazer estoques ou pagar ao produtor a diferença entre os preços de mercado e o mínimo fixado pelo governo. "São medidas que darão conforto aos produtores rurais", disse o ministro.

O governo já decidiu, por exemplo, que vai comprar parte da oferta excedente de leite e intensificar, a partir de março do próximo ano, as operações de compras de milho. Segundo Silvio Porto, no caso do milho as compras podem superar 3 milhões de toneladas.

A segunda estimativa da Conab para a próxima safra mostra que, apesar da possibilidade de queda na produção, a área plantada terá pequeno recuo de 0,1% ou um aumento de 1,2%. "Haverá aumento da oferta de produtos essenciais, como é o caso do arroz, feijão e trigo", disse o presidente da Conab.

No caso do milho, insumo essencial para as agroindústrias de frangos e suínos, a área plantada e a produção na primeira safra ficarão abaixo do resultado do ano passado, quando foram plantados 9,56 milhões de hectares e colhidas 39,93 milhões de toneladas.

Para a safra que está sendo plantada agora, a Conab estimou a área de 9,35 a 9,51 milhões de hectares e produção de 36,95 a 37,85 milhões de toneladas. Se confirmada a previsão mais pessimista, a produção será 7,5% menor, mas o diretor de gestão empresarial da Conab descartou o risco de falta do produto. "Os estoques privados somam 8 milhões de toneladas", lembrou.

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