O novo ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, jogou um balde d'água fria nas expectativas das empresas de mudanças nas regras para o leilão da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). "A avaliação indica que não há necessidade de mudanças no edital", disse Zimmermann.

O novo ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, jogou um balde d'água fria nas expectativas das empresas de mudanças nas regras para o leilão da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). "A avaliação indica que não há necessidade de mudanças no edital", disse Zimmermann.<p><p>As empresas estavam pedindo alterações que exigiam mudança no edital e outras que supostamente não. Entre as que necessitariam de mudança no edital estava a de elevar de 20% para 30% a fatia de energia negociada no mercado livre. Outra, que, segundo as empresas, não exigiria alterações, seria a aplicação de uma correção monetária, retroativa ao final de 2008, para aumentar o preço-teto da energia da usina, fixado em R$ 83,00 por megawatt-hora. Zimmermann, entretanto, disse que, se for aplicado índice de inflação, em alguns casos, o resultado é até negativo ou praticamente não haveria mudanças.<p><p>O ministro também praticamente descartou a hipótese de adotar algum mecanismo para proteger os autoprodutores interessados no negócio das variações de preço da energia nos diferentes submercados. O temor deve-se ao fato de que o preço da energia na Região Norte, onde ficará localizada a usina de Belo Monte, é menor do que o do Sudeste, onde estão os grandes consumidores. Segundo ele, o atendimento desse pleito demandaria não só mudanças no edital como a alteração de decreto presidencial. "E isso está praticamente descartado", disse.<p><p>Questionado se o não atendimento dos pedidos poderia fazer com que alguns investidores desistissem do empreendimento, causando assim a inviabilidade ou redução da concorrência no leilão, Zimmermann respondeu negativamente. "A expectativa é positiva para termos três consórcios", disse. Ele, entretanto, não revelou se isso significa que a Suez já teria manifestado sua vontade de formar um terceiro consórcio.<p><p>Por enquanto, apenas dois grupos já manifestaram interesse em entrar na disputa: o formado por Andrade Gutierrez, Vale, Neoenergia e Votorantim e outro liderado por Camargo Correa e Odebrecht. Desde o começo, havia rumores de que a franco-belga Suez lideraria um terceiro consórcio. Mas, até o momento, a empresa não deu nenhuma sinalização sobre sua posição.
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.