La Paz, 7 mai (EFE).- O Governo de Evo Morales acusou hoje os sindicatos bolivianos, que convocaram uma greve indefinida por melhores salários, de serem influenciados pela embaixada dos Estados Unidos e pela "direita" do país com o propósito de derrubá-lo.

La Paz, 7 mai (EFE).- O Governo de Evo Morales acusou hoje os sindicatos bolivianos, que convocaram uma greve indefinida por melhores salários, de serem influenciados pela embaixada dos Estados Unidos e pela "direita" do país com o propósito de derrubá-lo. O vice-presidente do país, Álvaro García Linera, disse hoje em entrevista coletiva que rejeita a greve convocada pela Central Operária Boliviana (COB) a partir de segunda-feira porque é uma medida tomada para "derrubar Governos". A COB chamou à greve geral que deve começar na segunda-feira com uma marcha entre a localidade de Caracollo, situada no Planalto, e a cidade de La Paz, separadas por 200 quilômetros. Segundo García Linera, o movimento operário foi infiltrado por gente que quer aproveitar a reivindicação de um aumento salarial acima dos 5% para "levar água ao moinho da direita contra-revolucionária". Os sindicatos exigiram incrementos entre o 12 e 26,5% para este ano, porcentagens rechaçada pelo Executivo com o argumento de que provocaria uma escalada inflacionária histórica similar à que o país viveu entre 1984 e 1985. Na terça-feira a COB convocou uma greve de 24 horas parcialmente seguida no país. O protesto terminou em distúrbios no centro de La Paz devido aos protestos no setor fabril que lidera a exigência de melhores salários para este ano. Para o vice-presidente, os sindicalistas que exigem a greve geral à COB são os mesmos que impulsionavam greves em 2007. Ele defende que a direita fascista se preparava para atacar o Governo do presidente Evo em uma tentativa de golpe de Estado. "Eles usam uma linguagem de esquerda, mas seu objetivo é favorecer à direita, à contrarevolução. Isso é lamentável", manifestou. Ele sustentou que as tentativas de tirar Morales do poder com um golpe de Estado e um referendo sobre a revogação de mandatos fracassaram e por isso a "direita" agora usa os sindicatos. "Eles tentaram o golpe de Estado, tentaram assassinatos e agora tentam desde dentro. A direita usa estes meios de comunicação e não duvidaria que de trás disto também possam estar alguns funcionários da embaixada americana", disse o vice-presidente. "Detrás das conspirações na Bolívia (contra) o presidente Evo sempre esteve o Departamento de Estado, direta ou indiretamente. Intuo que algo assim pudesse estar passando, quando tenha coisas mais precisas se os mostraremos", disse à imprensa. Em setembro de 2008, Morales expulsou o embaixador dos Estados Unidos, Philip Goldberg, acusado de conspiração, enquanto Washington rejeitou a denúncia e em represália também expulsou o embaixador boliviano Gustavo Guzmán. Desde então, representantes de ambos países se reuniram tanto em La Paz como em Washington para tratar de solucionar o conflito diplomático, embora o presidente Evo Morales tenha assinalado várias vezes que seu país está melhor sem o embaixador dos EUA. EFE ja/pb

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