O acirramento da volatilidade dos mercados mundiais reforça a preservação da política econômica e os instrumentos de política monetária, segundo uma fonte com acesso às discussões dentro do governo. A avaliação é que, embora nenhum país esteja 100% imune à turbulência, o trabalho feito nos últimos anos tornou o Brasil menos vulnerável às crises que contaminaram o segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Enquanto se aguardam os desdobramentos nos EUA, a análise para identificar os impactos na economia doméstica considera alguns fatores.

Crédito - A oferta global já está passando por restrição. Há menor disponibilidade em todo o mundo, que resultou em um aumento do custo de captação e redução dos prazos.

Crédito interno - O sistema financeiro passa por um processo de "desalavancagem". Os bancos terão menor capacidade para emprestar.

Câmbio - A saída dos investidores da Bovespa para cobrir prejuízos no exterior pode aumentar a desvalorização do real. Isso, por outro lado, deve atenuar as remessas. O câmbio flutuante se ajusta.

Desaceleração - Uma forte desaceleração das economias mundiais poderá provocar queda maior do preço das commodities, o que afetaria a balança comercial.

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