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Governo libera bancos públicos a ajudar instituições privadas

BRASÍLIA - O governo ampliou os poderes dos bancos públicos para evitar que a crise financeira internacional se alastre pela economia brasileira, liberando-os para comprar fatias de outras instituições financeiras e de construtoras. A decisão foi tomada para completar àquela do Banco Central (BC) de liberar até R$ 160 bilhões em compulsório para enfrentar a grave crise de liquidez que afetou o sistema financeiro nacional. Além dos bancos, empreiteiras também foram duramente afetadas por essa escassez, que levou ao corte de financiamentos e gerou dificuldades para que algumas delas concluíssem empreendimentos já iniciados.

Valor Online |

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do BC, Henrique Meirelles, procuraram hoje tranqüilizar a sociedade afirmando que o sistema financeiro está sólido e que "não há bancos quebrando". Segundo o ministro, essas instituições estão capitalizadas, mas com problemas de liquidez.

Mantega justificou que as regras estipuladas hoje por meio da Medida Provisória 443 (MP 443) têm o objetivo de "ampliar o leque de alternativas de irrigação de liquidez ao sistema financeiro".

De acordo com ele, bancos pequenos e médios em dificuldade de liquidez tinham, até agora, apenas a opção de fazer fusões ou mesmo alienações com bancos privados. Tal possibilidade foi estendida aos bancos públicos "para aumentar a competição e ampliar o leque de opções das instituições que estão com pouca liquidez".

O ministro lembrou que os bancos estatais detêm entre 20% e 30% do mercado nacional. "O objetivo é preservar o sistema financeiro nacional", disse Mantega, lembrando que as medidas desta quarta-feira se somam a alternativas criadas anteriormente, como a venda de carteiras de crédito e o aumento de liquidez dos bancos com a liberação de compulsório.

"Com mais competidores no mercado, os bancos que optarem por fusões ou vender parte de suas ações poderão negociar melhores preços", disse o ministro.

(Azelma Rodrigues | Valor Online e Alex Ribeiro, do Valor Econômico para o Valor Online)

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