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Governo italiano modifica lei para tirar Alitalia de crise

Roma, 28 ago (EFE) - O Governo italiano aprovou hoje uma modificação da lei que regula a falência e crise das grandes empresas, com o que abre caminho para salvar a companhia aérea Alitalia.

EFE |

O Conselho de Ministros aprovou um decreto-lei e um projeto para modificar a chamada lei Marzano, que prevê, entre outras coisas, a passagem para administração especial das empresas em crise que operam no setor dos serviços públicos.

A modificação da lei Marzano era um dos pressupostos para poder aplicar o "plano Fénix", destinado a tirar a Alitalia de uma profunda crise financeira.

A proposta ainda não é conhecida oficialmente e será analisada amanhã pelo Conselho de Administração da companhia aérea.

Segundo a imprensa italiana, o decreto-lei, cujos termos ainda não foram informados pelo Governo, estipula que o administrador extraordinário de uma companhia em crise pode proceder a uma venda imediata de ativos ainda rentáveis, fixando um preço de venda "não inferior ao de mercado".

O comprador destes ativos será eleito pelo administrador extraordinário da empresa, com o qual poderá proceder a uma negociação privada.

O "plano Fénix", elaborado pelo banco Intesa-SanPaolo, que atua como assessor da companhia aérea em seu processo de privatização, prevê, segundo notícias que vazaram à imprensa, a partilha da Alitalia em duas partes.

A primeira seria uma empresa livre de dívidas que reunirá as atividades rentáveis da companhia aérea e que passaria às mãos do grupo de investidores.

Esta semana, um grupo de 16 empresários italianos criou a Companhia Aérea Italiana, primeiro passo para estabelecer uma nova empresa mediante a união dos ativos e rotas úteis da Alitalia e da companhia aérea AirOne.

A segunda metade da Alitalia, que previsivelmente passará para administração especial, assumiria as dívidas e o resto das atividades.

Outro ponto do decreto-lei do Governo estabelece que o presidente do Governo e o ministro de Desenvolvimento são os encarregados de admitir o início do procedimento para que uma empresa em crise possa passar para administração especial.

O projeto contemplaria ainda "revogações" à regra antimonopólio para abrir caminho à prevista integração entre os ativos operacionais da Alitalia e da AirOne, segundo as mesmas fontes.

A Alitalia, que vive uma situação financeira crítica, está há quase dois anos buscando um comprador e, após o fracasso das negociações com a Air France-KLM, o presidente do Governo, Silvio Berlusconi, assegurou que um grupo de empresários italianos compraria a empresa para evitar que caísse em mãos estrangeiras.

O plano prevê também a presença de um sócio estrangeiro e, embora a imprensa italiana tenha apontado, inicialmente, a alemã Lufthansa, esta semana voltaram a especular com uma nova entrada em cena da Air France-KLM.

O grupo aéreo franco-holandês informou hoje que está disposto a ter uma participação minoritária na nova sociedade Alitalia, "se forem confirmadas as perspectivas de rentabilidade".

A Air France-KLM "confirma seu interesse" e "deseja seguir sendo o parceiro estratégico da Alitalia", disse à Agência Efe uma porta-voz.

A fonte acrescentou que, "se forem confirmadas as perspectivas de rentabilidade", o grupo franco-holandês está disposto ter "uma parte minoritária" no capital da nova sociedade "ao lado dos investidores reunidos pelo banco Intesa-SanPaolo". EFE cr/db

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