Haia, 21 nov (EFE) - O Governo holandês anunciou hoje medidas fiscais e sociais de apoio às empresas no valor de 6 bilhões de euros, o que equivale a 1% do Produto Interno Bruto (PIB), a fim de impulsionar a economia no marco da crise financeira internacional.

Ao fim do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro holandês, Jan Peter Balkenende, assinalou em entrevista coletiva que uma das principais medidas se refere à possibilidade concedida às empresas para que deduzam do imposto de renda determinados itens com maior rapidez.

Indiretamente, esta medida implica em que as empresas pagam menos impostos e contam com maior liquidez para poder continuar com seus investimentos, segundo a agência holandesa "ANP".

O pacote de medidas também inclui a possibilidade outorgada às empresas com dificuldades para que reduzam o dia de trabalho dos funcionários, sendo o Estado o que financia o resto das horas de trabalho através de um subsídio.

Balkenende explicou que se trata de uma indenização parcial, com condições, aos empregados desempregados técnico por causa da situação econômica, para evitar sua demissão.

Além disso, para acelerar a economia, o Governo quer antecipar grandes investimentos como os chamados do "Plano Delta", que servirão para melhorar os diques e as infra-estruturas que protegem o país do risco de inundação com o aumento do nível do mar.

Diferentes empresas do setor automobilístico, que já demitiram milhares de trabalhadores temporários, e da indústria metalúrgica, poderiam se beneficiar deste pacote de medidas.

Balkenende afirmou detectar uma "grande recaída da economia", no sentido de que os pedidos desceram e os fornecedores passam por dificuldades, uma situação perante a qual "não queremos fechar o olhos", destacou.

"Graças a estas medidas, as empresas terão a possibilidade de sair deste transe", assegurou. EFE mr/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.