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Governo gastou cerca de US$ 3 bi de reservas em leilões, diz Mantega

SÃO PAULO - O governo já gastou de US$ 3 bilhões a US$ 3,5 bilhões das reservas internacionais para tentar conter a forte desvalorização do real, estimou nesta segunda-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Redação com Valor Online |

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Esse seria o volume de recursos ofertados ao mercado nos leilões realizados pelo Banco Central até a sexta-feira (10), quando Mantega chegou aos EUA para a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

Em entrevista à TV Bloomberg, Mantega repetiu que não há limite para o uso de dinheiro das reservas nessas ofertas que visam conter a escalada da moeda americana e acalmar o mercado.

Frisou, porém, que serão usadas estratégias para afetar os estoques o mínimo possível, como os leilões em que o BC oferece dólares com compromisso de recompra futura. "Não vamos desperdiçar, vamos ser criativos, fazer vários tipos de linhas para preservar as reservas", afirmou. "Mas se precisar, vamos usar. Espero até que menos de 10%."

Na sexta-feira, o Brasil tinha US$ 204,879 bilhões nas reservas internacionais, montante US$ 1,4 bilhão inferior aos US$ 206,327 bilhões do dia anterior.

Mantega tornou a dizer que o câmbio brasileiro é flutuante e que o governo não tem um patamar ideal de paridade da moeda. Recusando-se a estimar um valor de equilíbrio, o ministro comentou apenas que " como o balanço de pagamentos brasileiro não tem mais tanta exuberância, o real não ficará tão valorizado, mas não haverá 'overshooting' (alta excessiva do dólar)".

Assim como não quis calcular qual pode ser a relação de equilíbrio, Mantega também não estimou qual pode ser a pressão que a recente elevação do dólar faria sobre a inflação.

Para ele, a pressão atual vem sendo neutralizada pela queda nas cotações de commodities, especialmente do petróleo. "Por enquanto, como estamos no pico da volatilidade, não sabemos o patamar do dólar. Se prevalecer R$ 2,50, certamente haverá uma pressão inflacionária", afirmou. "Vamos esperar para ver a transmissão para a inflação, que costuma ser superestimada."

Mantega insistiu que o governo trabalha para manter o IPCA próximo do centro da meta não só em 2009. "Estou confiante", arrematou.

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