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Governo francês anunciará novas disposições sobre crédito ainda esta semana

Paris, 30 set (EFE).- O presidente da França, Nicolas Sarkozy, reuniu hoje as principais autoridades do setor financeiro do país, que se esforçaram em transmitir mensagens de tranqüilidade e de confiança no sistema, à espera de que o Governo anuncie novas disposições sobre o mercado do crédito ainda esta semana.

EFE |

O Palácio do Eliseu indicou em comunicado que a "reunião de trabalho" desta manhã serviu para que Sarkozy lembrasse aos dirigentes dos bancos franceses "sua missão prioritária de financiar a economia" e que o Governo anunciará "novas disposições" antes do final da semana.

A reunião de hoje, segundo o breve comunicado, faz parte dos preparativos para os "encontros europeus e internacionais" previstos pelo presidente francês para as próximas semanas.

Além de Sarkozy, participaram do encontro o primeiro-ministro François Fillon, a ministra da Economia, Christine Lagarde, o governador do Banco (central) da França, Christian Noyer, assim como líderes de nove entidades financeiras bancárias e seguradoras.

Antes do encontro, Noyer tinha reiterado que o "sistema financeiro francês é um dos mais seguros do mundo" e por isto "é necessário ter confiança total" nele e "não há razão em absoluto para ter medo".

O certo é que antes da abertura dos mercados europeus esta manhã, Sarkozy tinha informado sobre o acordo com autoridades da Bélgica e de Luxemburgo para injetar 6,4 bilhões de euros no banco franco-belga Dexia, cujo valor desabou ontem na bolsa em meio a rumores sobre problemas de liquidez.

O ministro do Orçamento francês, Éric Woerth, fez uma mensagem tranqüilizadora ao afirmar que a atual crise não tocará "nem um euro" dos depósitos bancários ou dos seguros de vida.

"Os bancos franceses não são os americanos, estão muito mais regulados", comentou Woerth, que lembrou que já na semana passada Sarkozy tinha assumido o "compromisso solene" de que o Estado garantirá a "segurança e a continuidade do sistema bancário e financeiro francês".

Sarkozy não pretendia intervir em bancos e seguradoras por sua exposição aos riscos da crise financeira, mas incitá-los a manterem aberta a torneira do crédito para evitar o estrangulamento da atividade das empresas e do consumo dos clientes, o que poderia gerar um efeito bola de neve. EFE ac/wr/fal

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