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Governo foi informado da decisão na quinta-feira

O governo foi informado na quinta-feira da fusão do Unibanco e do Itaú. Os banqueiros Pedro Moreira Salles e Roberto Setúbal, controladores das duas instituições, procuraram o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para falar da decisão.

Agência Estado |

Por telefone, Meirelles informou Lula, que chegara às 3 horas da madrugada (7 horas, em Brasília) em San Salvador, para a Cúpula dos Países Ibero-americanos.

No domingo à noite, Salles e Setúbal procuraram Lula na Base Aérea de São Paulo, onde o presidente embarcaria momentos depois para Brasília. Eles entregaram uma carta com as razões da fusão. Nela, contaram que as negociações começaram havia 15 meses. Embora não façam nenhuma citação no documento, revelaram ao presidente que o início das negociações foi motivado pela compra de bancos médios no Brasil por grandes conglomerados financeiros.

Na carta, os dois banqueiros informaram o nome da nova empresa - IU Holding -, que será um das 20 maiores instituições financeiras do mundo. Disseram ainda que resolveram fazer a comunicação agora, apesar da crise financeira global, para dar a demonstração de que confiam nas medidas tomadas pelo governo - não citaram, mas entre elas está a MP 443, que permite a estatização de bancos -, uma forma de criar uma defesa contra a turbulência internacional.

As negociações entre os dois bancos ganharam força há 7 meses, sempre em sigilo absoluto. Desde o início, ficaram restritas praticamente às famílias donas dos bancos. Da parte do Itaú, participaram os irmãos Roberto e Alfredo Setubal e representantes da família Vilella. Da parte do Unibanco, participaram Pedro Moreira Salles e Israel Vainboim, membro do conselho de administração.

Embora Salles e Setubal sejam vizinhos, no bairro de Vila Nova Conceição, eles se encontravam para negociar na casa de Vainboim, no Morumbi. As conversas ocorreram à noite ou nos fins de semana.

Para manter sigilo não foram chamados sequer executivos dos dois bancos. Só na semana passada, começaram a participar das conversas advogados e auditores.

Olavo Setubal, que morreu em agosto, estava acompanhando de perto as negociações. Para viabilizar o acordo, ele havia aceitado ceder a presidência do Conselho de Administração do Itaú. Seria uma maneira de contemplar Pedro Moreira Salles, que fazia questão de continuar dividindo o poder no banco.

Outro gesto diplomático foi realizado ontem de manhã. O presidente do Conselho de Administração do Itaú, Carlos da Camara Pestana, telefonou para Lázaro Brandão, presidente do Conselho de Administração do Bradesco, para anunciar o negócio, antes do comunicado ao mercado. Foi uma conversa cordial, de cumprimentos entre dois rivais, que há anos disputam a liderança do mercado brasileiro - e o eventual controle do Unibanco.

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