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Governo fluminense faz protesto contra a emenda Ibsen

A estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, virou outdoor para os protestos do governo fluminense contra a emenda Ibsen, que redistribui os recursos de royalties e participações especiais da produção de petróleo e impõe perda de R$ 7 bilhões por ano aos cofres do Estado e de 90 cidades fluminenses. Uma faixa foi pendurada ontem no monumento, um dos pontos turísticos mais procurados na cidade, com os dizeres Contra a covardia em defesa do Rio.

Agência Estado |

De acordo com o padre Omar Raposo, reitor do santuário do Cristo Redentor, o governo pediu autorização à Arquidiocese do Rio para fazer o protesto. A frase dá nome ao movimento desencadeado pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) para pressionar o Senado a barrar a emenda, aprovada na Câmara na semana passada.

A peça foi afixada nas armações metálicas montadas em torno da estátua no início do mês para obras de conservação.

O acesso ao topo do morro do Corcovado permanece aberto à visitação durante a reforma do Cristo, mas, além dos andaimes, os turistas têm agora que dividir a foto do monumento com a faixa-protesto.

Apesar de ter concedido a autorização para que ela fosse pendurada, a Arquidiocese não informou se apoia o movimento organizado pelo governador do Rio, que promoverá uma passeata na quarta-feira.

A comoção no Rio em relação às consequências da emenda chegou até a um jogo de futebol, no sábado. Antes de iniciar a partida entre Bangu e Madureira pela Taça Rio, em Moça Bonita, o árbitro pediu um minuto de silêncio às torcidas.

O luto foi dedicado à ameaça de perda de mais de 90% dos repasses indenizatórios da indústria do petróleo. Vasco e Flamengo entraram em campo ontem no Maracanã com uma faixa similar à do Cristo.

Mobilização. No sábado, Cabral detalhou a mobilização contra a emenda, que envolve entidades sociais e políticos de várias correntes partidárias, como a prefeita de Campos, a ex-governadora Rosinha Garotinho, seu desafeto.

Líder da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), Rosinha disse que prefeitos do interior farão caravanas para agregar manifestantes à passeata planejada por Cabral para quarta-feira no Centro do Rio. Só o de Macaé, o prefeito Riverton Mussi, prometeu enviar 1,5 mil pessoas para o ato.

Cabral pretende decretar ponto facultativo, a partir de 15 horas, no dia da passeata e disse esperar o mesmo das prefeituras.

A manifestação começa na Candelária e vai até a Cinelândia. Segundo o governador do Rio de Janeiro, uma comitiva do Espírito Santo, que também terá prejuízos , participará do ato.

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