Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Governo facilita venda de carteira de bancos

Em mais uma tentativa de fazer o dinheiro voltar a circular no mercado, o Banco Central divulgou ontem a terceira medida na semana alterando as regras do recolhimento compulsório dos bancos - parte dos depósitos, à vista e a prazo, que as instituições devem manter junto à autoridade monetária. Desta vez, o BC ampliou o número de ativos, como títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, que, quando comprados pelos bancos, permitem abatimento no valor do depósito compulsório.

Agência Estado |

A decisão tenta facilitar a venda de ativos dos pequenos bancos que enfrentam falta de recursos.

Nas últimas semanas, o BC adotou diversas medidas para estimular a venda de carteiras dos pequenos bancos para instituições de maior porte, de maneira a aliviar a situação dos pequenos. Apesar disso, as operações não ocorreram na velocidade desejada pelo governo.

A nova medida amplia expressivamente o número de ativos que podem ser negociados entre as instituições para gerar desconto no compulsório sobre depósitos a prazo. A lista foi ampliada para incluir títulos de renda fixa (incluindo papéis do Tesouro ou debêntures), adiantamentos, como os feitos sobre contratos de câmbio (ACC), e depósitos interfinanceiros com garantia. Antes, o desconto era dado para um número menor de operações.

O professor de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA), José Carlos Luxo, diz que a nova decisão funciona como "um aumento de dose do remédio para tentar tirar alguns bancos menores do hospital".Para ele, a medida deve aumentar o número de negócios entre bancos. "Para comprar uma carteira de crédito, é preciso fazer uma avaliação de risco minuciosa. Para comprar um papel do Tesouro ou uma debênture, o risco já é sabido", diz. Debênture é um título de dívida emitido por empresas.

O anúncio das medidas feito ontem é o terceiro da semana e o sexto desde o início do pior período da crise. Juntas, as medidas mostram um plano do BC de liberar até R$ 160 bilhões de recolhimentos compulsórios. As primeiras decisões foram em 24 de setembro. Na ocasião, foi dado o primeiro abatimento para o compulsório.

Em 2 de outubro, a compra de carteiras de crédito passou a gerar redução do recolhimento. No dia 8, nova rodada de abatimento do compulsório. No dia 13, a jogada mais expressiva até agora: anúncio do programa de liberação integral de alguns recolhimentos que poderiam chegar a R$ 100 bilhões. No dia seguinte, compulsório caiu mais para reforçar o crédito rural. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG