Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Governo estuda punição a empresa que demitir por causa da crise

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, criticou duramente ontem as empresas que estão demitindo e defendeu a exigência de contrapartidas sociais - como a preservação dos empregos - das empresas que forem beneficiadas com as ações do governo, como desoneração de impostos e liberação de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Não pode o governo brasileiro investir bilhões, colocar dinheiro público para ajudar as empresas a saírem das dificuldades, e elas continuarem demitindo, declarou Lupi, após receber dirigentes da central sindical União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Agência Estado |

Ele confirmou que, até o fim do mês, o governo anunciará medidas para conter o desemprego.

Os sindicalistas procuraram o ministro para sugerir medidas contra as demissões e contestar a decisão da GM de dispensar 744 temporários, mesmo após a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre automóveis. Lupi concordou com os sindicalistas e anunciou a criação de um comitê tripartite (governo, empresários e trabalhadores) para monitorar as liberações de recursos do FAT e do FGTS às empresas.

"Ou essas empresas assumem o compromisso de não demitir ou o governo brasileiro terá de refazer essas linhas de financiamento", defendeu Lupi, horas antes de se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para "uma conversa geral" sobre os problemas no mercado de trabalho. "É um absurdo o governo colocar dinheiro público para salvar algumas empresas e elas continuarem demitindo baseadas na sobrevivência do dinheiro público."

Ele não adiantou as medidas em estudo, mas entre as alternativas está a suspensão de crédito dos bancos oficiais para às empresas que se beneficiam de ações do governo e ainda assim demitem empregados. Na semana passada, Lupi também defendeu estabilidade para os trabalhadores que tiveram os contratos de trabalho suspensos.

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, disse ontem que é ilusório achar que não haverá demissões na economia brasileira por causa da crise. Múcio observou que o principal objetivo do governo, neste momento, é evitar o desemprego e, por isso, tem tomado medidas para estimular a produção e o consumo, mas acrescentou: "Seria ilusão achar que não ia haver demissões. A crise vem de fora para dentro e as coisas não têm sido feitas só a partir de Brasília, já que o presidente tem conversado com empresários de todo o País e de todos os setores."

As afirmações foram feitas depois da reunião entre o presidente Lula e ministros da coordenação política, no Palácio do Planalto, na qual foram avaliados os impactos da crise no Brasil. Múcio confirmou que, durante a reunião, Lula voltou a dizer que estão sendo estudadas medidas para serem anunciadas até o fim deste mês. O ministro não quis adiantar quais seriam as medidas, mas observou que o governo tem tomado providências para cada setor em que acende uma luz amarela. Para isso, tem conversado constantemente com empresários de diferentes setores. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG