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Governo estuda opções para financiar setor privado em obras do PAC

BRASÍLIA - Para que a crise financeira não atinja as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o governo está disposto a estudar mecanismos para suprir eventuais necessidades de capital dos parceiros do setor privado, disse hoje a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. A ministra comentou que, de fato, há uma crise muito séria no mundo, e alguns países estão em recessão e outros entrarão em depressão.

Valor Online |

Apesar das incertezas e da tensão sobre os rumos da crise financeira mundial, a economia brasileira segue crescendo puxada pelo consumo interno. "A característica dupla da crise é que junto com a ganância, vem o pânico. Mas o setor de infra-estrutura não precisa ter pânico", disse Dilma.

"O PAC vai se manter no ritmo de cruzeiro em que já estamos, e faremos tudo o possível para que não haja interrupção", afirmou a ministra. "E até agora não temos informação de que isso está acontecendo", completou.

Durante o debate promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústria de Base (Abdib), Paulo Godoy, considerou a possibilidade de retrocesso no PAC em 2009, diante da "escassez de crédito auxiliar aos financiamentos de longo prazo". Segundo ele, o governo tem que estar alerta e tomar medidas preventivas.

Godoy concordou com a ministra que, até agora, não há paralisações de obras do PAC. "Por isso estamos propondo a criação de fundo de investimentos com cotas do BNDES, da Caixa e de investidores institucionais para formar um mecanismo que garanta a continuidade do PAC", explicou ele.

Dilma, que participava de um debate com empresários do setor de infra-estrutura, respondeu, durante um curto blackout na sala - logo após ter garantido que o país não corre riscos de apagão -, que o governo está atento. "Estamos falando sobre hipóteses", disse ela. "Até agora, não temos nenhuma informação sobre problemas de financiamento de obras do PAC", continuou, "porque o BNDES continua financiando todos."
"Se algum empresário não tiver dinheiro porque não conseguiu dinheiro no setor privado, há que saber porque não conseguiu, de que se trata, tudo com muita calma e tranqüilidade", afirmou a ministra.

Segundo ela, muitas obras grandes estão em processo de financiamento, lembrando que o BNDES tem exigências sobre transparências das empresas para a liberação do crédito.

As pequenas e médias empresas não ficarão "desamparadas", disse Dilma, citando como exemplo a linha de crédito de R$ 3 bilhões que o governo vai liberar para o setor de construção civil na Caixa Econômica Federal, amanhã.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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