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Governo estuda dar mais recursos para financiamento de automóveis

RIO - O governo poderá permitir que os bancos ligados às montadoras de automóveis utilizem parte do compulsório para manter aquecidos os financiamentos para compra de veículos. De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, as empresas automobilísticas instaladas no país não têm demonstrado problemas para financiar a produção ou necessidade de capital de giro.

Valor Online |

"Essa ajuda às montadoras seria pelo crédito porque há necessidade de um pouco mais de liquidez no mercado para que os processos de financiamento voltem", afirmou Jorge, que participou hoje de seminário "O Valor da Moda", realizado pelo Valor em paralelo ao Claro Rio Summer, que acontece no Rio de Janeiro.

O ministro fez questão de frisar que as montadoras têm sinalizado a manutenção dos investimentos no país. Segundo ele, a Toyota já confirmou o interesse em instalar uma fábrica em São Paulo.

"O grande problema que nós temos agora, não só na venda de automóveis, mas na venda de outros produtos, é que o crédito tem diminuído", comentou. "Pode vir do compulsório (a ajuda)", acrescentou.

Jorge confirmou que as vendas de automóveis devem desacelerar, mas com a permanência em níveis elevados. O ministro notou que o ritmo verificado até setembro, na casa de 25%, era bastante robusto e inviável para ser sustentado por prazos mais longos.

A estimativa de Jorge é de que o patamar das vendas de veículos no país desacelere para a casa de 10% em 2009.

"Uma acomodação nesse processo, embora vá trazer problemas, talvez seja desejável, mas 10% ainda seria espetacular, um dos maiores do mundo", disse.

De acordo com ele, um avanço de 10% é comparável apenas aos mercados de China e Índia em um momento de queda nas vendas nos Estados Unidos e estagnação na Europa.

O ministro acrescentou que a atual crise internacional não fez por ora o ministério rever as metas do Política de Desenvolvimento Produto (PDP). Ele destacou que, aparentemente, o pior momento da turbulência já passou e que estão mantidas metas como a de a taxa de investimento ficar em 21% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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