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Governo estuda adiar pagamento do Simples Nacional

BRASÍLIA ¿ O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira que o governo pretende adiar por um prazo de 30 a 60 dias o pagamento do Simples Nacional como forma de garantir a liquidez das pequenas empresas. O ministro alertou, no entanto, que esta é uma decisão que deve ser tomada em conjunto com o Governo Federal, os Estados e Municípios. O simples beneficia atualmente cerca de 3 milhões de pequenas empresas.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

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Nossa idéia é propor esta postergação, mas nós não podemos tomar esta decisão sozinhos. O simples é compartilhado pelo governo federal, os Estados e os municípios e nós temos que conversar com o Conselho de Gestão do Simples no sentido de adiar este pagamento por 30 a 60 dias. Deste modo, os empresários que estão no Simples passam a ter um capital de giro deixando de pagar imposto e pagando com 60 dias de prazo, acrescentou Mantega.

De acordo com o ministro da Fazenda, esta medida dará capital de giro para um segmento que tem dificuldade de conseguir crédito. Neste momento há uma restrição de crédito e as taxas de juros estão elevadas, esta medida poderá estimular este segmento a manter a atividade econômica no patamar que ela se encontra, completou.

Mantega ressaltou que as medidas adotadas pelo governo para atenuar a crise financeira mundial irá permitir que o crescimento da economia fique em torno de 5% em 2008.

Estamos conseguindo superar os obstáculos e os problemas que estão chegando ao País; problemas de crédito, problemas de liquidez, problemas de câmbio. Deste modo, nós acreditamos que podemos manter a economia brasileira com um ritmo de crescimento, não o ritmo anterior, evidentemente, porém dá pra manter um crescimento com uma taxa positiva de PIB, ao contrário do que vai acontecer na Europa e nos Estados Unidos, completou o Ministro. Ele lembrou ainda que para 2009 o Governo estima um crescimento de 4%.

Nossa Caixa

O governador de São Paulo, José Serra, afirmou que durante a reunião com o presidente Lula e com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não foi discutida a questão da compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil.

Essa é uma questão que está sendo tratada pelo Banco do Brasil e pela Nossa Caixa, não está sendo levada no plano político. Este é um assunto sempre delicado, que envolve mercado de ações, envolve Comissão de Valores Imobiliários", disse o governador.

"Nós não tomamos nenhuma decisão a respeito deste assunto, pois não cabe a instância política tomar esta decisão. Criou-se uma expectativa que a decisão era pra bater o martelo mas, na verdade, não temos nada a comentar sobre isto, acrescentou Serra.

Segundo Guido Mantega, ainda faltam detalhes técnicos para fechar a compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. Faltam detalhes técnicos como: definir valor geral, definir em que condições a compra será feita, quais são os ativos que permanecem. Detalhes que permanecem em qualquer aquisição, em qualquer fusão entre instituições financeiras, completou.

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