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Governo espera que a Argentina cresça 4%

O governo da presidente Cristina Kirchner espera conseguir um crescimento de 4% para a Argentina em 2009 graças ao pacote de medidas anunciado terça-feira. Ontem o chefe do Gabinete de Ministros, Sergio Massa, disse que o plano de repatriação de capitais (com o qual o governo espera atrair parte dos US$ 130 bilhões que estão no exterior), medidas tributárias e um ambicioso plano de obras públicas de US$ 21 bilhões permitirão que a Argentina possa evitar o impacto da crise global.

Agência Estado |

Segundo Massa, o plano de obras públicas vai criar 360 mil empregos. Os analistas afirmam que esse plano permitirá que o governo recupere popularidade, especialmente nos setores mais pobres da população, onde está o feudo eleitoral do Partido Justicialista (Peronista). Em 2009, a presidente Cristina - que padece de uma drástica queda de popularidade - enfrenta decisivas eleições parlamentares.

Massa também se mostrou otimista com o plano de repatriação de fundos. Para estimular os argentinos a levar de volta o dinheiro ao país (ou retirá-lo dos esconderijos nas próprias residências na Argentina), o governo anunciou um "perdão" generalizado, e a aplicação de baixos impostos para aqueles que desejarem investir o dinheiro em títulos da dívida pública ou em atividades industriais, agropecuárias ou imobiliárias no país.

No entanto, ontem, especialistas afirmaram que o plano de repatriação de dinheiro "não dará certo". Segundo eles, os argentinos - que desde os anos 50 acumularam mais de US$ 130 bilhões fora do sistema financeiro - não serão seduzidos pelas promessas do governo. E dizem que a presidente Cristina deveria aplicar mais medidas "concretas" para criar um clima de confiança.

No entanto, atualmente esse clima não existe, já que predominam no país mudanças constantes nas regras do jogo. Um dos sinais da falta de confiança, indicam os analistas, é a fuga de divisas desde o início deste ano, mesmo antes de a crise explodir. Várias estimativas indicam que a saída de capitais do país estaria neste ano entre US$ 22 bilhões e US$ 24 bilhões.

O ex-secretário de Indústria Dante Sica, diretor da consultoria Abeceb, acredita que o governo não conseguirá o impacto de confiança necessário: "Quando vemos que o governo só anuncia a quantia envolvida nesse plano e não diz qual será a fonte de financiamento, fica difícil. Não só sobre essa, mas também sobre as outras medidas, faltam definições sobre a sua implementação".

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