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Governo espera manter volume de exportações em 2009

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, disse hoje que o governo pretende trabalhar para manter em 2009 o volume físico das exportações brasileiras de 2008 em 460 milhões de toneladas. O secretário preferiu não fazer previsões com relação ao valor das exportações ou do saldo comercial em 2009, devido à incerteza causada pela variação dos preços das commodities (matérias-primas).

Agência Estado |

"Não temos ainda uma meta pela grande variação dos preços das commodities que afetam as previsões em valores", disse Barral.

Entretanto, o secretário disse que se for mantida a relativa "paridade" que vem sendo observada entre as importações e exportações, o saldo comercial de 2009 deverá ser "importante". "Em novembro e dezembro, houve uma tendência de queda tanto no valor das exportações quanto das importações. Se isso for mantido, deveremos ter um saldo importante em 2009", declarou Barral.

Os dados divulgados hoje pelo ministério mostram que o comércio exterior brasileiro foi afetado com mais força pela crise econômica mundial nos meses de novembro e dezembro. O ritmo de crescimento, tanto das exportações quanto das importações, despencou no último bimestre de 2008 em valores.

Segundo o ministério, de janeiro a outubro de 2008 o valor total exportado subiu 28% em comparação aos mesmos meses do ano anterior. Já em novembro e dezembro, as exportações cresceram apenas 1% (em valor) em relação ao mesmos meses de 2007. As importações, que cresceram 51,6% de janeiro a outubro de 2008, tiveram expansão de apenas 9% nos últimos dois meses de 2008 ante o mesmo período de 2007.

Dólar

A forte alta do dólar, entre agosto e dezembro do ano passado, acabou compensando a queda no preços da maior parte das commodities exportadas pelo Brasil. Segundo Barral, a única exceção foi o petróleo. A queda de preço nesse período do petróleo foi de 60,1%, número superior à alta de 48,5% registrada no mesmo período na cotação da moeda americana. "Para os principais exportadores, com exceção do petróleo, a queda dos preços foi compensada pela alta do dólar", afirmou o secretário.

No caso do alumínio, disse ele, a queda de preço ficou em 38,8% enquanto no setor de manufaturados de ferro ou aço, a redução dos preços foi de 23,5%. A soja em grão, por sua vez, teve uma queda na cotação de 14,4% e o minério de ferro teve redução de 1,4%.

O governo federal anunciou hoje o resultado da balança comercial de 2008 cujo superávit ficou em US$ 24,735 bilhões, com exportações de US$ 197,942 bilhões e importações de US$ 173,207 bilhões.

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