No decreto de programação orçamentária divulgado hoje, o governo federal previu uma inflação maior em 2010 em relação às estimativas contidas na Lei Orçamentária, sancionada em janeiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme o decreto, a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 2010 subiu de 4,45% para 4,99%.

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A estimativa do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2010 subiu de 4,50% para 5,91%.

O IPCA é o índice oficial de inflação, pesquisado pelo IBGE, e utilizado no regime de metas. O Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou para este ano o centro da meta em 4,5%, com margem de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. O IGP-DI é pesquisado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e inclui a variação de preços no atacado.

Apesar de prever inflação mais alta, o governo também estima um crescimento maior do Produto interno Bruto (PIB) que o projetado na Lei Orçamentária: passou de 5% (na lei) para 5,2% (no decreto). Essa nova estimativa já tinha sido anunciada no final de janeiro pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, como a previsão oficial do governo. Na mesma comparação, a estimativa para o valor absoluto do PIB passou de R$ 3,325 trilhões para R$ 3,438 trilhões.

O Ministério do Planejamento também espera uma taxa de câmbio média em 2010 maior que a prevista anteriormente. A estimativa subiu de R$ 1,72 para R$ 1,82 por dólar. Foi mantida a mesma previsão para o salário mínimo: R$ 510.

Em agosto do ano passado, quando o governo enviou o projeto de lei orçamentária ao Congresso para 2010, a previsão era de IPCA de 4,33%, IGP-DI de 4,50% , crescimento do PIB de 4,5% e taxa de câmbio média de R$ 2,01 por dólar.

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