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Governo eleva para 2 milhões meta de geração de empregos formais em 2008

BRASÍLIA - O governo elevou a meta para a geração de empregos formais em 2008, apostando agora em 2 milhões, ante expectativa anterior de 1,8 milhão. Não é uma bolha, pois a empregabilidade cresce forte e homogênea, em todos os setores e regiões do país, avaliou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, com base nos desempenhos recordes no primeiro semestre do ano.

Valor Online |

Lupi divulgou hoje dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que apontam a criação de 1.361.388 novas vagas com carteira assinada pelo regime celetista entre janeiro e junho deste ano e uma média mensal de 226.898 no semestre, níveis máximos já registrados no período de 13 anos em que é feito esse tipo de levantamento.

Estou muito otimista porque o comportamento do empresariado brasileiro é de confiança no país, disse o ministro, que continua a arriscar uma previsão de 6% para o aumento real do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Penso que já passamos pelos momentos de maior turbulência, continuou.

Mesmo com o cenário de inflação em alta e juros também, Lupi descarta a possibilidade de retração de investimentos, o que poderia repercutir negativamente na criação de empregos.

A inflação é ruim, contra o assalariado, mas o Banco Central está de olho e a elevação dos juros não deve repercutir no mercado de trabalho em 2008, sustenta o ministro. Ele ressalta que o país continua a atrair grandes volumes de investimentos externos e destaca que se a alta mundial das commodities prejudica, por gerar inflação, o Brasil tem a vantagem de ter auto-suficiência em petróleo e ser um grande celeiro de alimentos, o que gera lucro com as exportações.

Ele apontou que o agronegócio foi o setor que mais empregou no mês de junho, quando foram registrados 309.442 novos postos totais com recorde mensal histórico. O número é atípico porque junho sempre teve bons resultados, mas nunca tão forte assim, comentou.

No mês foram criados 92.580 novos empregos no setor agrícola - também com recorde mensal. As outras áreas registraram os melhores desempenhos para junho: serviços com 73.436 vagas; indústria de transformação com 52.214; comércio com mais 48.213; construção civil teve 36.758; e indústria extrativa mineral com 1.745 postos.

O Caged aponta ainda que as cinco regiões do país tiveram geração recorde de emprego para meses de junho, puxada pela agricultura (Sudeste e Nordeste), serviços (Centro-Oeste) e indústria (Sul e Norte). A colheita da safra levou a contratação no interior (164.650) a superar a das nove maiores áreas metropolitanas do país (83.635), também em junho.

Em todo o primeiro semestre, o setor de serviços registrou o recorde de geração de empregos para o período, com 438.813 postos, destacando-se os ramos de imóveis e turismo. Bom desempenho também para a construção civil, com 197.153 vagas no semestre, o melhor resultado da série histórica do Caged iniciada em 1995, e 102% acima dos 97.571 empregos gerados em igual intervalo de 2007.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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