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Governo eleito do Paraguai pede preços mais altos e auditoria em Itaipu

Ciudad del Este (Paraguai), 1 ago (EFE).- O Governo eleito do Paraguai reivindicou hoje ao Brasil valores maiores para a cessão de energia da hidroelétrica de Itaipu, que ambos os países compartilham sobre o Rio Paraná, assim como intervenção de organismos de controle na administração da usina.

EFE |

O futuro diretor paraguaio da Itaipu, Carlos Mateo Balmelli, disse que o Governo que será presidido a partir de 15 de agosto por Fernando Lugo também pediu maior igualdade nos cargos de responsabilidade da represa.

"Há várias questões que foram o eixo da campanha eleitoral do senhor Fernando Lugo, como, por exemplo, a melhoria na compensação pela cessão de energia, o Anexo A (do Tratado de Itaipu), que tem a ver com co-gestão paritária, a participação de nossas controladorias no manejo administrativo", afirmou Mateo.

Depois da primeira reunião com o diretor brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, hoje, na hidroelétrica, Mateo afirmou em entrevista coletiva que o "principal das conversas é que serão desenvolvidas em um cenário" sem confrontações.

"Sob nenhum ponto de vista buscamos insultar ou ter uma atitude crítica contra o Brasil, e sim reivindicar direitos que consideramos legítimos de nossa parte", assegurou Mateo.

O futuro diretor paraguaio de Itaipu também fez referência à reunião desta manhã entre Lugo e o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, em Assunção.

"Foi exposto ao senhor Marco Aurélio reivindicações do lado paraguaio. O diálogo está aberto, e a receptividade para ouvir os problemas por parte do Brasil é verdadeiramente satisfatória", completou Mateo.

Samek explicou, por sua vez, que serão estudadas "todas as reivindicações a respeito de Itaipu".

"Vamos viabilizar aquelas (reivindicações) que podem ser estabelecidas, e aquelas que não pudermos atender serão incluídas em uma contraproposta", disse.

Samek não especificou quais seriam as respostas brasileiras aos pedidos paraguaios e explicou que as conversas começarão formalmente depois que Lugo assumir o poder de forma oficial.

"O interesse do presidente Lula é fortalecer cada vez mais as relações entre Brasil e Paraguai", afirmou Samek.

Autoridades em energia de Assunção argumentam que se o Paraguai pudesse vender a terceiros o excedente de energia em Itaipu receberia até seis vezes mais do que atualmente.

"O Brasil não compra energia do Paraguai, o faz de Itaipu, que é uma empresa", rebateu Samek, que explicou que ambos os países são sócios igualitários na administração da hidroelétrica, avaliada em US$ 60 trilhões.

Acrescentou que, "por força do Tratado, o Brasil tem que comprar" a energia que o país vizinho não consome. EFE lb/fr

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