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Governo e regiões belgas definem acordo para salvar banco Dexia

Bruxelas, 29 set (EFE) - O Governo e as regiões belgas chegaram a um princípio de acordo para participar de uma ampliação de capital do banco franco-belga Dexia, anunciou hoje o primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme.

EFE |

As ações do Dexia caíram hoje 29,65% nas bolsas de Bruxelas e Paris depois do anúncio da intervenção do banco belga-holandês Fortis por parte de Bélgica, Holanda e Luxemburgo.

Leterme anunciou hoje o acordo com as regiões de Flandres, Valônia e Bruxelas após uma reunião na qual foi analisada a delicada situação da entidade, informou a agência "Belga".

A operação para aumentar o capital do grupo de bancos e seguros e acalmar o nervosismo dos mercados financeiros poderia envolver cerca de sete bilhões de euros fornecidos por Governo, regiões e acionistas do Dexia, segundo fontes citadas pela "Belga".

Está prevista uma nova reunião para esta noite entre responsáveis do Governo federal e os Executivos regionais para analisar as modalidades concretas dessa ampliação de capital.

O vice-primeiro-ministro belga e titular de Finanças, Didier Reynders, pediu hoje tranqüilidade aos poupadores com contas no Fortis, e reafirmou que o Governo está disposto a atuar também no Dexia.

Reynders, em declarações a diversas emissoras de televisão, insistiu em que a intervenção dos Governos do Benelux em Fortis "é um compromisso firme" para assegurar o futuro da entidade.

O plano de resgate do Fortis pactuado pelas autoridades do Benelux prevê uma injeção de dinheiro público de 11,2 bilhões de euros (4,7 bilhões fornecidos pela Bélgica, 4 bilhões pela Holanda e 2,5 bilhões por Luxemburgo), em troca de 49% do capital das divisões bancárias do grupo nos três países.

Além disso, o Fortis deverá se desfazer dos ativos do ABN Amro adquiridos no ano passado por 24 bilhões de euros.

Mesmo assim, as ações do Fortis caíram mais de 23% no pregão de hoje. EFE rcf/rb/db

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