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Governo e empresários do Brasil tentam evitar freio da economia

Rio de Janeiro, 24 out (EFE).- O Governo de Luiz Inácio Lula da Silva e empresários avaliaram hoje algumas fórmulas para enfrentar os riscos de esfriamento da economia por causa da crise internacional, disseram hoje fontes oficiais.

EFE |

Lula recebeu no Palácio do Planalto representantes privados do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, órgão oficial que assessora o presidente sobre áreas sensíveis à vida nacional.

O Conselho propôs ao presidente a criação de um fundo de garantia com R$ 10 bilhões que permita manter o fluxo de créditos e os orçamentos das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Esta coleção de projetos públicos e privados em diversas fases de desenvolvimento demanda investimentos de cerca de US$ 250 bilhões até 2010.

Os membros do organismo também recomendaram a Lula que o Banco Central detenha o ciclo de fortes altas das taxas de juros, que se mantém firme há um ano e que levou os juros para um mínimo referencial de 13,75% ao ano.

O presidente da Associação das Indústrias de Base e Infra-estrutura (Abid), Paulo Godoy, disse a jornalistas após a reunião, que Lula ficou de avaliar a proposta e consultar com seus ministros.

A Abid estima que se deve garantir o financiamento de obras no valor de R$ 100 bilhões em infra-estrutura, energia e eletricidade, sem incluir os projetos vinculados à Petrobras, a maior empresa do país.

As taxas brasileiras estão entre as mais altas do mundo e são a principal estratégia do Governo para lutar contra a inflação. Semana que vem, o Banco Central deverá decidir em uma nova reunião periódica se aplica um novo aumento.

Para os empresários a restrição do crédito também sofrida pelo Brasil já encareceu o custo do dinheiro.

Germano Rigotto, ex-governador do estado do Rio Grande do Sul e também membro do Conselho, afirmou que diminuíram as expectativas de inflação.

"Tem que terminar o aumento da taxa. Hoje é diferente, porque há uma perspectiva de desaceleração econômica", disse.

Por sua parte, o empresário Antoninho Marmo Trevisan disse que uma das propostas do Governo é autorizar o Banco do Brasil a financiar diretamente compras de veículos com prazos de até 36 meses, para evitar os efeitos da crise no setor automobilístico, um dos mais importantes da indústria.

O Conselho é formado pelos principais ministros do Governo e por 90 representantes do setor privado, a academia e a sociedade civil.

EFE ol/ma

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