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Governo dos EUA monta estrutura para aplicar plano de resgate financeiro

César Muñoz Acebes. Washington, 13 out (EFE).- O Governo dos Estados Unidos está trabalhando a todo vapor para levar adiante seu plano de resgate financeiro e conta com os elementos básicos de sua estrutura, disse hoje Neel Kashkari, diretor interino do programa de ajuda.

EFE |

Kashkari falou sobre a ampla gama de ações previstas, desde a compra de hipotecas diretamente dos bancos até a aquisição de ações em entidades "saudáveis" e dos títulos vinculados a hipotecas com altos níveis de inadimplência.

Esta é a primeira vez que Kashkari, de 35 anos e ex-alto executivo do Goldman Sachs, faz um relatório sobre o programa, e apesar de destacar avanços de como o plano será executado, com a contratação de pessoal e o estabelecimento de sua estrutura, deu poucos detalhes de como funcionará na prática.

Em uma sala de conferências em Washington, Kashkari destacou que, por lei, o Departamento do Tesouro americano conta com autoridade "ampla" para usar US$ 700 bilhões para estabilizar os mercados financeiros.

"O Tesouro trabalhou duramente com o Congresso para estabelecer essa flexibilidade, porque uma constante na crise de crédito foi a falta de previsibilidade", afirmou Kashkari a banqueiros.

O plano inicial falava da compra dos valores "podres" mediante leilões, mas o processo se torna muito complicado devido à variedade de títulos com problemas e à falta de informação precisa sobre sua qualidade e seu valor.

Embora ainda faça parte do plano, a idéia parece ter passado para segundo plano, frente à opção de comprar ações das entidades financeiras.

Kashkari disse que essas operações "serão voluntárias e pensadas com termos atrativos para fomentar a participação de instituições saudáveis".

A compra de participações tem a vantagem de o contribuinte lucrar se as ações subirem.

Kashkari não mencionou entre os componentes do programa de resgate a extensão de garantias dos empréstimos que os bancos fazem no mercado interbancário, que aparentemente também desequilibra o Tesouro.

Os chefes de Estado e de Governo dos países da zona do euro concordaram ontem em conceder esses seguros de pagamento na região como forma de reavivar o mercado interbancário, essencial para o funcionamento do sistema financeiro.

O plano dos EUA vai além do que o europeu em outros aspectos.

Kashkari indicou que o Governo pretende comprar hipotecas diretamente dos bancos, particularmente das instituições financeiras regionais, onde esses empréstimos "atolam" suas operações.

Neste sentido, Kashkari destacou que o programa do Governo ajudará instituições "de todos os tamanhos" a se fortalecerem e a proporcionarem o financiamento, "crucial" para a economia americana.

O Departamento do Tesouro terceirizará a maioria do trabalho de seu novo programa para começar as intervenções o mais rápido possível.

Kashkari explicou que o Governo selecionará "nos próximos dias" a empresa que administrará as hipotecas e os títulos das bolsas de valores vinculados às hipotecas comercializadas.

Nas próximas 24 horas também será escolhida a companhia que supervisionará todo o processo.

Por enquanto, Kashkari anunciou a incorporação à equipe do Tesouro do ex-diretor financeiro do Departamento de Comércio americano, Tom Bloom, que ocupará o mesmo cargo para o programa de resgate.

Jonathan Fiechter, subdiretor do departamento de assuntos monetários e de capitais do Fundo Monetário Internacional (FMI), será o supervisor de risco do programa, indicou Kashkari.

Além disso, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, será o presidente do comitê que supervisionará todas as operações.

"Normalmente demorariam meses ou inclusive anos para se conseguir um programa tão grande e complexo como este. Não temos meses nem anos", declarou Kashkari, que acrescentou que o Tesouro pretende aplicá-lo "o mais rápido possível". EFE cma/wr/plc

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