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WASHINGTON - O governo norte-americano disponibilizará até US$ 17,4 bilhões em empréstimos às debilitadas montadoras de veículos do país. O plano foi divulgado, na tarde desta sexta-feira, pelo presidente George W. Bush.

Cerca de US$ 13,4 bilhões de dólares já serão liberados em dezembro e janeiro, vindos do fundo de US$ 700 bilhões criado originalmente para resgatar instituições financeiras abaladas pela crise. Uma segunda parcela de US$ 4 bilhões será oferecida em fevereiro.

Os empréstimos, entretanto, serão resgatados caso as montadoras não realizem operações para colocar suas contas em ordem até 31 de março de 2009. A General Motors e a Chrysler podem recorrer ao crédito ainda nesta sexta-feira . A Ford informa que não tem necessidade do caixa emergencial imediatamente.

Para liberar o financiamento, o governo norte-americano exigirá limites sobre pagamento de executivos e outros benefícios, e as montadoras também vão ter que fornecer garantias para ações preferenciais.

Ao detalhar sua decisão, Bush afirmou que seria irresponsável deixar que as empresas peçam concordata com a economia norte-americana em recessão. "Se deixarmos que o mercado livre siga seu curso agora, isso certamente levaria a uma concordata e a uma liquidação desordenadas das montadoras", disse o presidente dos EUA durante um pronunciamento no salão Roosevelt.

Para Bush "sob circunstâncias econômicas normais, eu diria que esse é o preço que as companhias em crise têm de pagar e não seria a favor de uma intervenção para evitar que as montadoras fechassem as portas. Mas as circunstâncias atuais não são normais".

(Com informações da Agência Estado)

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