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Governo dos EUA estuda plano para frear crise financeira

SÃO PAULO - O governo dos Estados Unidos está trabalhando em um plano para combater a crise financeira e que pode representar a maior intervenção no setor desde os anos de 1930. Segundo a edição de hoje do Wall Street Journal (WSJ), no centro do potencial programa, está um mecanismo que pode retirar os ativos ruins dos balanços das empresas financeiras, conforme pessoas a par do assunto.

Valor Online |

O jornal New York Times (NYT) reportou que o Tesouro e o Federal Reserve (Fed) iniciaram ontem discussões com líderes do Congresso americano sobre o que pode ser o maior socorro na história dos Estados Unidos.

"O que estamos trabalhando agora é uma abordagem para lidar com riscos sistêmicos e pressões em nossos mercados de capitais", destacou o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson. "Falamos sobre uma ampla abordagem que requer legislação para tratar dos ativos ilíquidos nos balanços das instituições financeiras", acrescentou.

As discussões se deram em um dia em que o Fed injetou bilhões de dólares nos mercados de crédito globais, lembrou o NY Times.

Segundo o Tesouro americano, Paulson e Bernanke estão explorando "todas as opções, legislativas e administrativas", e devem trabalhar nisso no fim de semana com representantes do Congresso dos EUA.

O líder democrata do Senado, Harry Reid, observou que a administração americana ainda não apresentou uma proposta detalhada, mas os congressistas esperam receber o plano "em questões de horas e não de dias".

Existe a expectativa de que o acordo contemple a criação de um veículo inspirado na Resolution Trust Corporation (RTC), agência criada em 1989 por um ato do Congresso com a tarefa de liquidar ativos podres. O arquiteto dela foi Richard Breeden, então presidente da Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão de valores mobiliários dos EUA).

O britânico Financial Times (FT) notou que uma nova RTC precisaria de legislação e que um plano desse levaria tempo para ser implementado. Chamou atenção para o fato de que a legislação para a primeira RTC passou em fevereiro de 1989, mas o veículo não começou seu trabalho até agosto.

Na avaliação do senador democrata Charles Schumer, a RTC não é o modelo certo para lidar com a crise atual. Algumas pessoas familiares com as conversas em curso disseram que está sob análise ainda o estabelecimento de um fundo de US$ 800 bilhões para comprar ativos falidos, entre outros pontos.

"(Juliana Cardoso | Valor Online, com agências internacionais)"

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