Washington, 31 jul (EFE).- O Departamento de Tesouro dos Estados Unidos anunciou hoje o congelamento de ativos de vários indivíduos e empresas que, segundo o Governo deste país, têm vinculação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"As medidas de hoje são as mais recentes em uma série de golpes contra as Farc e se apóia nos sucessos do Governo colombiano contra este corrupto grupo de narcotraficantes", disse Adam Szubin, diretor do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, sigla em inglês).

Um dos sancionados hoje é Alexander Farfán Suárez, capturado pelas autoridades colombianas no dia 2 de julho durante a operação que recuperou quinze seqüestrados pelas Farc, entre eles três americanos que foram mantidos como reféns durante mais de cinco anos.

"Estas sanções são resultado de uma investigação da rede logística e de apoio financeiro da Primeira Frente das Farc, comandada por Nancy Conde Rubio, conhecida como 'Doris Adriana'", informou o Departamento Tesouro.

Conde foi capturada pelas autoridades colombianas em fevereiro e, segundo o Tesouro, "supervisionou indivíduos e entidades que usaram dinheiro derivado das vendas de narcóticos para obter armas, munição, equipes de comunicações, equipamentos médicos, uniformes e combustível para aviões".

As empresas que, segundo o Departamento do Tesouro de EUA, tiveram negócios com Conde incluem Comunicações Unidas da Colômbia, em Villavicencio; Cambios Euro e Cambios Euro, em Bogotá, e outras duas empresas da capital colombiana: Dizriver y Cia, e Colchones Sunmoons.

Outra pessoa incluída nas sanções hoje é José María Corredor Ibagüe "considerado um dos traficantes mais importantes das Farc no negócio de armas por drogas nos últimos dois anos". EFE jab/bm/plc

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