Washington - O Governo dos Estados Unidos adiou a decisão sobre um pedido do Texas para que seja reduzida a proporção de etanol nos combustíveis usados pelos veículos do país, definida por uma lei aprovada pelo Congresso no ano passado.

"Dado o volume de trabalho pendente para dar uma resposta adequada ao pedido do Texas de uma isenção da Lei de Combustíveis Renováveis, a decisão não será efetuada antes do prazo", que vence na próxima quinta-feira, disse Stephen Johnson, diretor da Agência de Proteção Ambiental (EPA, em sua sigla em inglês).

A EPA recebeu em abril um pedido do governador do Texas, Rick Perry, para cortar pela metade a cota requerida de etanol em 2008.

O Congresso aprovou em 2007 uma lei de energia que estabelece que este ano deverão estar presentes 34 bilhões de litros de etanol, biocombustível que nos EUA é produzido a partir do milho, na mistura de combustíveis para veículos automotores.

Nos EUA são consumidos cerca de 550 bilhões de litros de gasolina por ano.

No fim do mês passado, por causa das inundações na bacia do Mississipi, a cotação do milho para colheita de julho de 2009 alcançou na Bolsa Mercantil de Chicago US$ 8,25 por bushel (US$ 324,72 por tonelada), quase o dobro da média dos preços do grão em quatro décadas.

Hoje, nessa mesma bolsa, a cotação do milho para colheita de julho de 2009 estava a US$ 6,38 por bushel (US$ 252,18 por tonelada).

O governador do Texas alega que a demanda por etanol causou um aumento dos preços do milho e, por sua vez, encareceu as rações para o gado e para as aves, o que gerou uma alta no custo das carnes, produtos lácteos e ovos.

Por isso, Perry pediu que fossem cortadas para 17 bilhões de litros o volume de etanol requerido na provisão de combustíveis para este ano.

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