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Governo dos EUA acerta plano de socorro do Citigroup

SÃO PAULO - O governo dos Estados Unidos resolveu resgatar o Citigroup com um plano que compreende US$ 20 bilhões de injeção de capital, além dos US$ 25 bilhões recebidos no mês passado sob o programa de ajuda oficial, garantias para US$ 306 bilhões de ativos problemáticos do banco, controle dos bônus de executivos e limites sobre o pagamento de dividendo. Depois de um fim de semana de conversas entre executivos do Citigroup e autoridades federais, o acordo foi alcançado na noite de ontem com um pacote no qual o governo irá proteger o banco de seus ativos mais arriscados. Na semana passada, as ações do banco caíram mais de 60%. Ante essa queda, a diretoria e conselheiros do Citigroup estudavam alternativas para o banco, como o leilão de partes da entidade ou até a venda do conglomerado financeiro, conforme reportou na sexta-feira da semana passada o Wall Street Journal (WSJ).

Valor Online |

Conforme o plano, o Tesouro dos Estados Unidos investirá US$ 20 bilhões nas ações preferenciais do Citi sob o Programa de Socorro de Ativos Problemáticos (TARP, na sigla em inglês).

O banco emitirá US$ 7 bilhões em ações preferenciais para o Tesouro e para o Federal Deposit Insurance Corp. (FDIC), agência federal de garantia de depósitos bancários, como pagamento pela garantia do governo sobre US$ 306 bilhões de títulos, empréstimos e compromissos atrelados a residências e imóveis residenciais e outros ativos.

O Citigroup emitirá garantias para o Tesouro e o FDIC da ordem de 254 milhões de ações ordinárias ao preço de exercício da opção de US$ 10,61 e concordou não pagar dividendo trimestral excedendo 1% por ação por três anos já a partir do próximo pagamento de dividendo.

"Esse fim de semana, o governo dos Estados Unidos e o Citi trabalharam juntos em uma maneira sem precedentes para tratar da confiança do mercado e do recente declínio no preço da ação do Citi", declarou o executivo-chefe do banco, Vikram S. Pandit. "Alcançamos um acordo com base em uma solução de mercado inovadora para reduzir o risco e ampliar a liquidez. Agradecemos o grande esforço do governo para garantir a estabilidade do mercado", acrescentou.

A operação foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Diretores do Citi.

As informações são do próprio banco e agências internacionais.

(Juliana Cardoso | Valor Online)

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