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O governo do Rio de Janeiro divulgou hoje dois comunicados sobre uma reunião de diversos secretários de Estado nesta tarde para traçar estratégias para a atuação do governador Sérgio Cabral na abertura do Aeroporto Santos Dumont. Essa medida foi duramente criticada por Cabral no mesmo dia em que foi aprovada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em 3 de março.

A primeira nota informa que secretários de Estado se reunirão no fim desta tarde "para definir as medidas a serem adotadas pelo Estado em relação à ampliação de uso do Aeroporto Santos Dumont, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo governador Sérgio Cabral. Após a reunião, os secretários levarão ao governador sugestões em relação ao posicionamento do Estado sobre o tema".

De acordo com a nota mais recente, "Cabral acatou as ponderações do secretário Regis Fichtner (Casa Civil) de que há de se respeitar as funções da Anac. O governo do Estado do Rio de Janeiro reitera o temor de que a cada novo voo via Santos Dumont para capitais brasileiras menos voos partirão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, tendo como nefasta consequência a perda de voos internacionais diretos, conquistados com muito trabalho nos dois últimos anos".

A coluna do jornalista Ancelmo Gois, do jornal "O Globo", publicou que Cabral teria recuado de sua intenção de ajuizar recursos judiciais ou tomar medidas administrativas para retaliar a abertura do Santos Dumont, que desde 2005 só operava voos da ponte aérea, regionais e de táxi aéreo. Segundo a coluna, Fichtner, que é advogado, teria convencido o governador de que não há base legal para contestar a decisão da Anac.

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