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Governo do Equador prepara processos civis e penais contra Odebrecht

QUITO - O Governo do Equador anunciou, neste sábado, que prepara processos civis e penais contra a construtora brasileira Odebrecht, acusada de irregularidades na construção da usina hidrelétrica de San Francisco, no centro do país.

EFE |

As irregularidades cometidas serão demonstradas "nos respectivos juízos civis e penais que estão sendo formulados pela fraude que a Odebrecht causou ao país", disse hoje o presidente do Equador, Rafael Correa, em seu programa semanal de rádio e televisão.

A hidrelétrica de San Francisco foi inaugurada em novembro de 2007, mas teve que interromper sua operação em junho, quando foram detectados erros estruturais em sua construção.

Semanas atrás, Correa expulsou a Odebrecht do país após não chegar a um acordo com construtora brasileira para reparos na hidrelétrica e por encontrar, segundo o presidente equatoriano, várias irregularidades em outras quatro grandes obras contratadas com a empreiteira.

De acordo com Correa, a Odebrecht tentou cobrar do Equador o custo da reparação que era responsabilidade da construtora e reiterou que a empresa enganou o país, ao anunciar que estava disposta a cumprir todas as exigências feitas pelo Governo para poder continuar na nação.

Os diretores da Odebrecht "estavam acostumados a fazer o que lhes dá lucro e acharam que podiam continuar fazendo isso", acrescentou Correa, após ratificar que "as irregularidades" cometidas pela empreiteira "são cada vez maiores".

O presidente equatoriano lembrou que "tentou-se chegar duas vezes a um acordo e nas duas vezes a companhia pensou que poderia enganar o país, que poderia nos subornar ou nos enfraquecer, mas estavam errados desde o começo, foram expulsos do país e agora estão dizendo que tudo foi politização" e que cumpriram sua palavra com o Equador.

"São puras mentiras que continuaremos comprovando", disse Correa, que também criticou a atitude dos executivos da Odebrecht que, segundo ele, tentaram pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a tomar ações contra o país andino.

Através de publicações na imprensa, esses executivos "tentam pressionar Lula a ir contra o Equador, quando não é um problema de Estado para Estado, mas de Estado para com uma empresa privada que, como disse uma vez, é corrupta e corruptora, como provaremos", declarou o presidente equatoriano. EFE fa/wr/db

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