Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Governo do Equador decide que Odebrecht deixará de operar no país

SÃO PAULO - A empresa brasileira Odebrecht deixará de operar no Equador. A decisão foi tomada ontem pelo governo daquele país depois de reunião do presidente equatoriano Rafael Correa com os ministros recém-nomeados Derlos Palacios (Minas e Petróleo) e Galo Borja (Setores Estratégicos) e outras autoridades, informou o jornal equatoriano El Comercio.

Valor Online |

"O presidente cedeu o suficiente, mas parece que esta empresa (Odebrecht) está acostumada a fazer o que quer e isto o governo não vai aceitar", declarou Borja ao fim do encontro a portas fechadas que durou duas horas.

O representante da administração de Correa disse que o que mais pesou na decisão foram as irregularidades identificadas em cada um dos projetos que estão sob responsabilidade da construtora brasileira. Ele deu como exemplo as falhas de construção na central hidrelétrica São Francisco, que levaram à sua paralisação e que, segundo Borja custará dinheiro do Equador, "pois os danos e as dívidas são muito altas".

"Agora os equatorianos vão se responsabilizar das obras deixadas pela empresa. Com nossos técnicos, as levantaremos e, se necessário, contrataremos tecnologia estrangeira para nos apoiar", sustentou.

A resolução foi tomada depois de analisar a proposta da Odebrecht de compensar o Estado equatoriano por eventuais danos e entregar uma garantia de mais de US$ 40 milhões ao governo enquanto transcorrem as investigações na planta elétrica.

Na semana passada, a Odebrecht divulgou nota informando ter aceitado todas as condições do Equador em relação às obras da hidrelétrica de São Francisco. Entre as condições, está a entrega de US$ 43,8 milhões para garantir eventuais responsabilidades.

Se a decisão da gestão equatoriano com relação à Odebrecht poderia afetar as relações com o Brasil, Borja esclareceu que as irregularidades das que se fala nos projetos são passíveis de comprovação e que não deve ocorrer uma ruptura nos laços.

"Talvez outros governos estejam acostumados a deixar passar esse tipo de coisa, mas este governo não está disposto a isto. Não há nada mais a fazer no caso Odebrecht", concluiu Borja.

(Juliana Cardoso | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG