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Governo discute acordo de Doha com empresários

O governo brasileiro negocia com o setor industrial a possibilidade de oferecer novas concessões na Rodada Doha da OMC aos países ricos. O Brasil estuda novas liberalizações de seu mercado às importações americanas e européias.

Agência Estado |

Mas a Argentina se nega a acatar uma oferta de abertura do Mercosul. Estados Unidos e Europa insistem que, sem um acesso maior aos mercados dos países emergentes, não terão como aceitar a conclusão da Rodada Doha em dezembro.

O governo brasileiro vai estudar com as indústrias quais setores poderiam entrar em um acordo para zerar completamente suas tarifas, o que significaria um livre comércio. Americanos e europeus querem a abertura dos setores químicos, máquinas e eletrônicos e a isenção de qualquer tarifa para esses produtos nos mercados mais promissores.

O Brasil hesita em oferecer esses setores, mas admite que pode buscar algum tipo de solução para que os interesses dos países ricos sejam atendidos. O Itamaraty sabe que terá de pagar um preço na Rodada Doha. "Vamos estudar quais setores podem ser oferecidos", afirmou ontem o embaixador do Brasil em Genebra, Roberto Azevedo, à imprensa.

No Brasil, os setores de eletrônicos, automotivos e papéis já declararam que são contra uma ampla liberalização. O governo brasileiro ainda sofre a resistência da Argentina, que não aceita zerar tarifas em nenhum dos setores. Amanhã, em Brasília, o Mercosul se reúne para tentar chegar a uma posição conjunta na OMC. Por ser uma união aduaneira, o bloco precisa chegar a um acordo sobre que tarifa pretende aplicar. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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