Em reunião com a cadeia produtiva do arroz, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sinalizou hoje que manterá sua atuação no mercado para evitar aumentos expressivos no preço do produto. O governo irá monitorar de perto a variação das cotações em reuniões por videoconferência com os representantes do setor, explicou o diretor de gestão de estoques da Conab, Rogério Colombini.

Ficou acertada a realização de novo leilão de estoques públicos em 29 de julho, com previsão de ofertar aproximadamente 60 mil toneladas de produto depositado no Rio Grande do Sul e Santa Catarina - a oferta pode chegar a até 70 mil toneladas. Depois desta operação, o setor voltará a se reunir no dia 5 de agosto para avaliar o comportamento do mercado nesse período.

"Vamos intervir mais ou menos em função dos aumentos de preço do arroz em casca do produtor para a indústria", observou Colombini. O governo quer sinalizar uma faixa de variação entre R$ 28,00 e R$ 32,00 pela saca de 50 quilos do tipo 1, que leva em conta o preço médio de abertura praticado nos leilões e o padrão de mercado. Se o produto subir além desta faixa, o governo aumentará a oferta de estoques públicos.

O objetivo, descreveu Colombini, é manter a remuneração do produtor e, ao mesmo tempo, evitar aumentos excessivos de preços. Os produtores de arroz defendiam que, se fosse inevitável a continuidade dos leilões, a próxima operação ocorresse apenas no final de julho, como ficou definido.

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