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Governo de Chávez recomenda repatriar divisas após fraude no Stanford Bank

Caracas, 18 fev (EFE).- O Governo da Venezuela recomendou hoje a repatriação de divisas diante da fraude descoberta no Stanford International Bank, que, segundo a imprensa local, colocou em perigo pelo menos US$ 2,3 bilhões de venezuelanos.

EFE |

O titular da Superintendência de Bancos da Venezuela, Edgar Hernández, afirmou que o Stanford Bank nacional é independente das sedes desta instituição em Estados Unidos, Antígua e Panamá afetadas pela fraude, o que fez com que tenha descartado que o assunto repercuta entre seus clientes no país sul-americano.

Apenas no Stanford Bank de Antígua há depósitos de venezuelanos da ordem de US$ 2,3 bilhões, segundo cálculos da imprensa nacional, um valor que Hernández não confirmou.

O responsável da Superintendência defendeu que se recomende aos venezuelanos com divisas no exterior que as tragam para o país.

As operações do Stanford Bank na Venezuela "nos últimos meses deram lucros e utilidades muito bons", acrescentou o funcionário em declarações à emissora Venevisión.

Hernández afirmou que a filial deste banco na Venezuela, onde tem 15 filiais, "cumpre todos os requisitos de solvência e índices patrimoniais" ao fazer parte de um sistema financeiro que na Venezuela, declarou, "tem muita força e estabilidade".

Em comunicado apresentado na última terça após ser divulgada a fraude, o Stanford Bank disse que "não consolida com o restante das instituições do grupo".

"É uma instituição cujos ativos consistem em empréstimos a clientes venezuelanos e conta com uma pasta de títulos de empresas venezuelanas", informa o comunicado, no qual se afirma que "não possui investimentos em títulos valores no estrangeiro".

Também afirma que o Stanford Bank Venezuela é supervisionado pelo escritório de Hernández e que, "para oferecer uma maior tranquilidade a seus clientes", lhe solicitou um representante permanente em sua junta de direção, "com o intuito de oferecer uma maior transparência a seus usuários".

O banco reporta "importantes benefícios" e "seus lucros são reinvestidos na Venezuela", além de que "seus índices patrimoniais de solvência e solidez exigidos pelas normas internacionais e locais se encontram no total cumprimento", acrescentou o comunicado.

A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC, em inglês) acusou na terça-feira o milionário texano Robert Allen Stanford de operar um entrecruzado de investimento fraudulento pelo qual captou US$ 8 bilhões com a promessa de alta rentabilidade. EFE ar/fal

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