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BRASÍLIA - O governo está concluindo medidas para aumentar o crédito à exportação. O anúncio será iminente , confirmou o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral. O objetivo será ampliar a competitividade de produtos brasileiros diante da pressão protecionista gerada pela crise mundial.

"O governo está preocupado com o crédito para o exportador e estuda alternativas, de forma a tornar nossas exportações mais competitivas onde há arroubos protecionistas " , disse o secretário. Segundo ele, o protecionismo " é um câncer e o populismo é a sua metástase, tendo como resultado as retaliações comerciais".

Barral afirmou que o Brasil se prepara para questionar na Organização Mundial do Comércio (OMC) medidas protecionistas adotadas por países como a Ucrânia, que aumentou as tarifas de importação, o Equador, que adotou cotas, e alguns países da Europa que criaram barreiras sanitárias. " Há uma onda de promoções de exportações via financiamento" , citou o secretário.

Barral deixou claro que o governo brasileiro vai adotar alternativas para não perder mercados tradicionais e sofrer menos com a redução da demanda mundial.

Em janeiro, a balança comercial teve déficit de US$ 518 milhões, o primeiro saldo negativo desde março de 2001. Ao explicar os números, o secretário afirmou que a retração se deveu à crise mundial, sendo que a queda na demanda da Europa e EUA foi a causa principal para tal resultado.