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Governo Bush não informa sobre uso do socorro financeiro de US$ 700 bilhões

Washington, 9 jan (EFE).- O Departamento do Tesouro não revelou sua estratégia para a estabilização do sistema financeiro, não responde a perguntas e não leva contas claras do socorro financeiro de US$ 700 bilhões, diz um relatório divulgado hoje.

EFE |

Um comitê bipartidário, liderado pelo Congresso da supervisão do socorro aprovado em outubro, divulgará hoje seu segundo relatório, do qual a imprensa obteve trechos.

A comissão, formada por cinco pessoas, indica que "parece haver brechas significativas na capacidade do Departamento do Tesouro para rastrear onde foram parar centenas de bilhões de dólares do dinheiro dos contribuintes", publica o jornal "The Wall Street Journal".

"As preocupações iniciais da comissão sobre o Programa de Alívio de Ativos Problemáticos - que foi o nome original do auxílio financeiro - aumentaram, exacerbadas pelas explicações em transformação sobre os propósitos e instrumentos usados pelo Tesouro", diz o relatório.

O Governo "não explicou ainda qual é sua estratégia para a estabilização dos mercados financeiros", diz a publicação.

Em princípio, quando urgiu o Congresso a aprovar o programa, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, afirmou que a maior parte do dinheiro seria usada para o "alívio de ativos problemáticos", especialmente as dívidas de alto risco.

Na metade de outubro o Governo começou a atribuir bilhões de dólares para a compra de ações de bancos particulares e para a nacionalização da empresa de seguros American International Group.

Mais tarde o Governo pediu ao Congresso que aprovasse o uso de uma parte do socorro financeiro para sustentar as empresas Chrysler e General Motors que, segundo foi dito, encaravam uma iminente quebra.

O relatório da comissão, segundo a imprensa, declara que o Governo fez muito pouco para ajudar os milhões de compradores de casas que encaram a execução de seus hipotecas e o despejo, embora esta tenha sido a promessa inicial.

A comissão diz que o Tesouro não tem a capacidade de garantir que os bancos emprestem o dinheiro que receberam do Governo, não tem normas para medir o êxito ou fracasso do programa, e não atende às perguntas da comissão ou oferece respostas incompletas. EFE jab/fal

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