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Governo britânico quer aumentar impostos de mais ricos

Londres, 24 nov (EFE).- O Governo trabalhista britânico propõe elevar, a partir de 2011, de 40% para 45% o teto fiscal para quem tiver tenham renda anual superior a 150 mil libras (177.

EFE |

352 euros) e diminuir de 17,5% para 15% o Imposto ao Valor Agregado (IVA) com caráter imediato, antecipou hoje a imprensa.

Condicionado a que o partido trabalhista ganhe as próximas eleições, em 2010, o novo teto será anunciado hoje pelo ministro da Economia, Alistair Darling, na apresentação ao Parlamento do orçamento Federal.

O aumento da carga fiscal significa romper a promessa de Tony Blair ao conquistar o poder em 1997 de que não castigaria com maiores impostos os que mais ganham.

A oposição conservadora considera que a medida levará empresas a abandonarem o Reino Unido.

Segundo analistas citados pela "BBC", a menor arrecadação, unida a medidas de "corte keynesiano" para dinamizar a economia, obrigará o Governo a elevar o endividamento público a níveis recorde de 100 bilhões de libras, carga adicional para futuras gerações.

O líder do Partido Conservador David Cameron, advertiu que o plano é uma "bomba fiscal de efeito retardado".

O ex-ministro do Comércio Digby Jones disse que um rebaixamento do IVA por si só não ajudará as empresas em graves dificuldades nem fará com que as pessoas encham as lojas em datas se persistir o temor do desemprego.

Segundo Matthew Elliott, diretor-executivo da "Taxpayers Alliance" (Aliança dos Pagadores de Impostos, grupo de pressão contra aumentos da carga fiscal), "para se recuperar da recessão, Grã-Bretanha necessita uma economia competitiva e de baixos impostos, não de uma que castigue o sucesso".

Opresidente do comitê do Tesouro, o trabalhista John McFall, alega que de elevar a carga fiscal para os mais ricos significa que o Governo está atento à preocupação da maioria do eleitorado sobre as desigualdades do atual sistema fiscal.

Outra medida que Darling deve anunciar hoje é um período gratuito de três meses para os que têm uma hipoteca antes que se embarguem suas casas por falta de pagamento. EFE jr/jp

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