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Governo britânico pressiona bancos para que ajudem cidadãos e empresas

Londres, 21 nov (EFE).- O Governo britânico pressionou hoje os bancos, que receberam ajudas multimilionárias do Estado para continuarem abertos, para que façam sua parte e ajudem as empresas e os particulares neste momento de dificuldade econômica.

EFE |

O primeiro-ministro, Gordon Brown, pediu aos bancos que ajudem os cidadãos com dificuldades para pagar suas hipotecas e assegurou que os tribunais receberam instruções para que o embargo judicial das propriedades por falta de pagamento seja a última opção.

"Digo aos bancos que é ruim para eles proceder aos embargos porque o povo está atravessando circunstâncias difíceis de maneira temporária, mas têm um bem que com o tempo aumentará seu valor", disse Brown ao canal de rádio "BBC".

As declarações do primeiro-ministro foram feitas no mesmo dia que se soube que os embargos de imóveis por falta de pagamento de hipotecas no Reino Unido aumentaram no terceiro trimestre do ano 12% em relação ao trimestre anterior, segundo os dados do Conselho de Pessoas que fazem Empréstimos de Hipotecas.

Frente a este dado negativo, Brown se mostrou otimista e disse que "as pessoas que estão desempregadas neste momento vão ficar durante um período curto de tempo", porque o Governo está construindo uma economia que vai ser mais forte e sólida no futuro.

O primeiro-ministro se comprometeu a proteger quem atravessa um mau momento econômico e vêem suas propriedades correrem risco: "estou empenhado em garantir que as leis sejam cumpridas adequadamente e os juízes notifiquem aos julgados a necessidade de que todos os procedimentos sigam de maneira correta".

O primeiro-ministro, cujo nível de aceitação entre os eleitores aumentou de maneira significativa após as medidas adotadas para enfrentar à explosão da crise financeira em meados de outubro, se dirigiu também aos bancos para dizer-lhes que recuperem o mais rápido possível as linhas de crédito às pequenas e médias empresas e às famílias.

"As taxas de juros estão em 3%. Temos que conseguir que os bancos emprestem dinheiro aos pequenos negócios. O problema agora não é tanto o nível do preço do dinheiro, mas as condições nas quais os bancos estão emprestando", disse o líder trabalhista.

Brown lembrou às entidades financeiras sua responsabilidade na crise atual ao "terem começado a dar dinheiro com mais risco do que o devido" e considerou que os bancos "terminaram por ignorar o risco até que se depararam com a crise das hipotecas 'subprime'".

Perguntado sobre a possibilidade de que o Reino Unido se una ao euro para amortecer os efeitos da crise, Brown o descartou: "sempre fui muito pró-europeu e tratei de maneira muito próxima com meus colegas europeus, mas acho que este não é o momento adequado para tomar uma decisão como a de adotar o euro". EFE fpb/ma

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